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Gaza: 20 pessoas morrem sufocadas por gás lacrimogêneo em centro humanitário

Pelo menos 20 palestinos morreram em tumulto por alimentos na Faixa de Gaza, intensificando a crise humanitária na região.

Palestinos carregam suprimentos da Fundação Humanitária de Gaza (GHF), um grupo privado apoiado pelos EUA que substituiu o antigo sistema liderado pela ONU, perto de centro de distribuição no centro do enclave. 08/06/2025 (Foto: Eyad Baba/AFP)
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  • Pelo menos vinte palestinos morreram em um posto de distribuição de alimentos da Fundação Humanitária de Gaza (GHF) no sul da Faixa de Gaza, nesta quarta-feira, 16.
  • O incidente ocorreu enquanto pessoas aguardavam suprimentos em meio a uma grave crise humanitária.
  • Testemunhas relataram que guardas da GHF usaram gás lacrimogêneo e spray de pimenta, causando tumulto e asfixia.
  • A GHF afirmou que as mortes foram resultado de uma “onda caótica e perigosa”, com dezenove vítimas esmagadas e uma esfaqueada.
  • Desde o início das operações da GHF em maio, cerca de oitocentos palestinos foram mortos em centros de distribuição, enquanto noventa e três por cento da população enfrenta insegurança alimentar aguda.

Pelo menos 20 palestinos morreram em um posto de distribuição de alimentos da Fundação Humanitária de Gaza (GHF), no sul da Faixa de Gaza, nesta quarta-feira, 16. O incidente ocorreu enquanto as pessoas aguardavam suprimentos em meio a uma grave crise humanitária, agravada pelo bloqueio israelense e pela proibição da UNRWA de operar na região.

Testemunhas relataram que guardas da GHF usaram gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra a multidão, resultando em tumulto e asfixia. A GHF afirmou que as mortes foram causadas por uma “onda caótica e perigosa”, com dezenove vítimas esmagadas e uma esfaqueada. O Ministério da Saúde de Gaza, no entanto, indicou que 15 das vítimas morreram devido à inalação de gases tóxicos.

Este evento marca um triste marco na guerra, que já resultou em mais de 58 mil mortes de civis. A GHF, que substituiu a UNRWA nas operações humanitárias, enfrenta críticas por sua abordagem militarizada e pela limitação dos pontos de distribuição. Antes, havia mais de 400 locais de ajuda, agora reduzidos a apenas quatro, atendendo a 2 milhões de pessoas.

Desde o início das operações da GHF em maio, cerca de 800 palestinos foram mortos em centros de distribuição. A GHF, que começou suas atividades após Israel permitir a entrada de ajuda, não se responsabiliza por mortes fora de seus perímetros. A situação alimentar em Gaza é crítica, com 93% da população enfrentando insegurança alimentar aguda, e meio milhão de pessoas em risco de fome.

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