- Os Estados Unidos anunciaram, em 16 de outubro, restrições ao uso de tecnologias chinesas em cabos submarinos.
- A medida, divulgada pela Comissão Federal de Comunicações (FCC), tem como objetivo proteger a segurança nacional.
- Os cabos submarinos são essenciais para o tráfego internacional da internet, representando noventa e nove por cento desse fluxo.
- Enquanto isso, os países do Brics, que incluem Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, planejam criar uma rede própria de cabos submarinos.
- O estudo de viabilidade para essa rede será financiado pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e busca aumentar a autonomia tecnológica entre os países do bloco.
Os Estados Unidos anunciaram, em 16 de outubro, novas restrições ao uso de tecnologias chinesas em cabos submarinos que conectam o país. A medida, divulgada pela Comissão Federal de Comunicações (FCC), visa proteger a segurança nacional e impedir que adversários, especialmente a China, tenham acesso a essa infraestrutura crítica. Brendan Carr, presidente da FCC, destacou que a ação reforça a segurança contra ameaças cibernéticas e físicas.
Os cabos submarinos, que são essenciais para o tráfego internacional da internet, respondem por 99% desse fluxo. Os EUA monitoram mais de 400 cabos, que garantem serviços como chamadas de vídeo e transações financeiras. A preocupação com a influência chinesa nesse setor não é nova; em 2020, o governo americano já havia barrado projetos de conexão com Hong Kong, e os alertas aumentaram após incidentes de cortes de cabos em regiões estratégicas.
A Resposta dos Países do Brics
Enquanto isso, os países do Brics, que incluem Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, estão se mobilizando para criar uma rede própria de cabos submarinos. Durante a 17ª Cúpula de Chefes de Estado do bloco, realizada no Rio de Janeiro, foi aprovada a realização de um estudo de viabilidade para a construção de uma rede de alta velocidade que conecte diretamente os países-membros. O objetivo é aumentar a autonomia tecnológica e garantir que a infraestrutura digital esteja sob controle local.
O estudo será financiado pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e visa reforçar a segurança na troca de dados entre os países do bloco. Essa iniciativa surge em um contexto de crescente rivalidade tecnológica entre os EUA e a China, refletindo a busca por alternativas que garantam maior controle sobre as comunicações digitais.
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