- Em 10 de junho de 1958, um Douglas DC-6 da Aerolineas Argentinas fez um pouso de emergência na Praia do Sul, na Ilha Grande.
- O avião, que levava 16 passageiros e seis tripulantes, enfrentou falhas em dois motores durante o voo.
- O comandante Rogelio Merelle conseguiu pousar sem ferimentos, e todos os ocupantes foram resgatados pela Força Aérea Brasileira.
- A lenda local afirmava que o avião transportava barras de ouro, mas uma pesquisa revelou que ele carregava isótopos radioativos para uso medicinal.
- Após o incidente, a área foi interditada, mas a história do ouro se mostrou uma desinformação, enquanto a Praia do Sul se tornou um local tranquilo.
Uma lenda que perdura há quase 70 anos entre os moradores da Ilha Grande, em Angra dos Reis, gira em torno de um pouso de emergência de um avião em 1958. O boato afirma que o Douglas DC-6 da Aerolineas Argentinas transportava barras de ouro, o que teria motivado o governo a isolar a área. No entanto, uma pesquisa recente revelou que a aeronave estava, na verdade, carregando isótopos radioativos.
O incidente ocorreu em 10 de junho de 1958, quando o DC-6 decolou do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, com 16 passageiros e seis tripulantes. Após uma hora de voo, um dos motores falhou, obrigando o comandante Rogelio Merelle a retornar ao Rio. Durante a manobra, um segundo motor também apresentou problemas, forçando o piloto a buscar um local para pouso na Ilha Grande.
Merelle conseguiu pousar na Praia do Sul, enfrentando uma topografia desafiadora. O impacto causou um incêndio, mas todos os ocupantes conseguiram evacuar a aeronave sem ferimentos. A Força Aérea Brasileira foi acionada, e os sobreviventes foram resgatados e levados para segurança. Entre eles estava o jogador de futebol Juan Hohberg, que destacou a habilidade do comandante.
Após o acidente, a imprensa noticiou que o avião transportava isótopos radioativos para uso medicinal, levando à interdição da área. Contrariando a lenda das barras de ouro, a história se tornou um misto de heroísmo e desinformação. O material radioativo foi recuperado sem riscos à saúde, mas a narrativa do ouro desviou a atenção do feito do piloto.
Com o tempo, os destroços do DC-6 foram cobertos pela areia e o mar, e a Praia do Sul se tornou um local tranquilo, longe das memórias do acidente. Hoje, a beleza do local contrasta com a história de um pouso que, embora dramático, não teve o desfecho que muitos imaginavam.
Entre na conversa da comunidade