- O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (OHCHR) registrou 798 mortes em Gaza nas últimas seis semanas, ligadas a centros de ajuda da Fundação Humanitária de Gaza (FHG).
- A FHG, criticada pela ONU por falta de imparcialidade, é apoiada por Estados Unidos e Israel.
- Entre os mortos, 615 estavam próximos aos centros da FHG e 183 ao longo das rotas de comboios de ajuda.
- A União Europeia anunciou um acordo com Israel para aumentar a distribuição de ajuda humanitária diretamente à população de Gaza.
- A relatora especial da ONU para os direitos humanos nos territórios palestinos, Francesca Albanese, criticou as sanções dos Estados Unidos que visam impedir investigações sobre ações de autoridades israelenses.
O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (OHCHR) reportou 798 mortes em Gaza nas últimas seis semanas, relacionadas a centros de ajuda da Fundação Humanitária de Gaza (FHG). A FHG, apoiada por EUA e Israel, é criticada pela ONU por sua falta de imparcialidade. A situação humanitária em Gaza se agrava, com bloqueios de ajuda e alegações de desvio de suprimentos pelo Hamas, que nega as acusações.
Entre os mortos, 615 foram registrados próximos aos centros da FHG e 183 ao longo das rotas de comboios de ajuda. A FHG começou a distribuir alimentos em Gaza após a suspensão de um bloqueio de 11 semanas por Israel. A ONU considera o plano da FHG “não seguro” e uma violação das normas humanitárias. A porta-voz do OHCHR, Ravina Shamdasani, destacou que a maioria dos feridos foi por arma de fogo.
Críticas e Respostas
As Forças Armadas israelenses admitiram que civis palestinos foram mortos em centros de distribuição. Israel alega que suas forças operam nas proximidades para evitar que a ajuda caia nas mãos do Hamas. A FHG, por sua vez, afirma ter entregue mais de 70 milhões de refeições em cinco semanas e que outros grupos humanitários tiveram sua ajuda saqueada.
A escassez de alimentos e suprimentos básicos é crítica após quase dois anos de campanha militar israelense contra o Hamas, que devastou grande parte de Gaza e deslocou a maioria de seus dois milhões de habitantes. Em resposta à crise, a União Europeia anunciou um acordo com Israel para aumentar a distribuição de ajuda humanitária diretamente à população, prevendo um aumento no tráfego de caminhões com suprimentos.
Sanções e Repercussões
A relatora especial da ONU para os direitos humanos nos territórios palestinos, Francesca Albanese, criticou as sanções impostas pelo governo dos EUA a ela, que visam impedir investigações do Tribunal Penal Internacional sobre ações de autoridades israelenses. A ONU lamentou a decisão americana, que pode estabelecer um precedente perigoso para a atuação de órgãos internacionais.
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