- O voo Air India 171, um Boeing 787 Dreamliner, caiu em junho, resultando na morte de 260 pessoas.
- A investigação inicial apontou perda total de potência logo após a decolagem.
- Novos detalhes indicam que os interruptores de controle de combustível foram movidos para a posição “cut-off” sem explicação, levantando questões sobre a ação dos pilotos.
- A gravação da cabine mostra um piloto questionando o outro sobre a razão do “cut-off”, mas ambos negam responsabilidade.
- Os investigadores analisam se os interruptores podem ter sido acionados eletronicamente e se a ação foi intencional ou acidental.
O voo Air India 171, um Boeing 787 Dreamliner, caiu em junho, resultando na morte de 260 pessoas. A investigação inicial apontou perda total de potência logo após a decolagem. Novos detalhes revelam que os interruptores de controle de combustível foram movidos para a posição “cut-off” sem explicação clara, levantando questões sobre a ação dos pilotos e possíveis falhas eletrônicas.
Os investigadores descobriram que, apenas segundos após a decolagem, ambos os interruptores de combustível mudaram abruptamente para a posição “cut-off”, interrompendo o fornecimento de combustível aos motores. Essa manobra é normalmente realizada apenas após o pouso. A gravação da cabine mostra um piloto questionando o outro sobre a razão do “cut-off”, ao que o outro responde que não foi ele. A identidade dos pilotos que operavam o voo ainda não foi confirmada.
O relatório preliminar destaca que os interruptores possuem um sistema de bloqueio projetado para evitar ativações acidentais. Especialistas afirmam que seria quase impossível acionar ambos os interruptores com um único movimento. A situação levanta a questão: por que um piloto teria desligado os interruptores? A investigação busca identificar se a ação foi intencional ou resultado de confusão.
Além disso, a análise dos dados revela que o voo subiu a 625 pés em condições climáticas claras antes de perder os dados de localização. O Ram Air Turbine (RAT) foi acionado, indicando uma falha significativa nos sistemas. O equipamento fornece energia de emergência quando ambos os motores falham, o que reforça a conclusão de que houve uma perda total de potência.
Os investigadores também estão examinando se os interruptores de combustível podem ter sido acionados eletronicamente, sem intervenção dos pilotos. O relatório menciona um aviso da FAA de 2018 sobre possíveis problemas com o design dos interruptores, embora não tenha sido considerado uma condição insegura. A análise continua, com a expectativa de que a gravação da cabine forneça mais informações cruciais sobre o que ocorreu antes da tragédia.
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