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Trump negocia troca de presos com Venezuela por migrantes deportados a El Salvador

Governo salvadorenho admite que deportados venezuelanos estão sob jurisdição dos EUA, enquanto negociações para troca de presos enfrentam impasse.

Marco Rubio na Casa Branca, Washington. (Foto: AL DRAGO / POOL - EFE)
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  • A administração de Donald Trump deportou mais de 200 venezuelanos para El Salvador em março, alegando falta de controle sobre eles.
  • O governo salvadorenho reconheceu que os deportados estão sob jurisdição dos Estados Unidos.
  • Negociações entre Washington e Caracas buscavam um canje de presos, incluindo a libertação de 80 presos políticos e 11 cidadãos americanos.
  • O acordo não foi concretizado devido a conflitos internos na administração Trump, incluindo negociações paralelas de Richard Grenell, enviado especial para a Venezuela.
  • Os deportados estão detidos em condições precárias em uma prisão de segurança máxima em El Salvador, onde ocorrem violações de direitos humanos.

Mais de 200 venezuelanos deportados para El Salvador estão sob jurisdição dos EUA

A administração de Donald Trump deportou mais de 200 venezuelanos para El Salvador em março, alegando falta de controle sobre eles, já que estavam sob custódia salvadorenha. No entanto, o governo salvadorenho reconheceu que os deportados permanecem sob jurisdição dos Estados Unidos. Essa mudança de posição surge em meio a negociações entre Washington e Caracas para um possível canje de presos.

As conversas, lideradas pelo secretário de Estado Marco Rubio, visavam um acordo que permitiria a libertação de 80 presos políticos e 11 cidadãos americanos em troca do retorno dos venezuelanos deportados. O governo de Nicolás Maduro estava preparado para enviar um avião a El Salvador para buscar seus cidadãos, enquanto os EUA planejavam enviar um voo para Caracas. Contudo, o acordo não se concretizou devido a conflitos internos na administração Trump.

Negociações em conflito

O impasse se intensificou quando Richard Grenell, enviado especial de Trump para a Venezuela, iniciou negociações paralelas que incluíam a possibilidade de permitir que a Chevron continuasse suas operações no país. Essa falta de coordenação gerou confusão entre os representantes venezuelanos, que não sabiam qual proposta representava a posição oficial de Trump. A Casa Branca negou a existência de divisões internas, afirmando que o presidente é quem toma as decisões finais.

As deportações, realizadas sob a alegação de que os venezuelanos faziam parte do Tren de Aragua, uma gangue considerada terrorista pelos EUA, geraram várias ações judiciais. Tribunais federais exigiram que a administração Trump facilitasse o retorno de alguns deportados, como no caso de Kilmar Abrego García. Desde então, os deportados estão detidos em condições precárias em uma prisão de segurança máxima em El Salvador, conhecida por violações de direitos humanos.

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