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Venezuela considera chefe de direitos humanos da ONU persona non grata

Venezuela expulsa alto comissário da ONU após críticas sobre direitos humanos e acusa EUA de sequestrar crianças durante deportações.

Alto comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Türk, fala durante coletiva de imprensa em Colombo (Foto: AFP)
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  • A Assembleia Nacional da Venezuela declarou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, persona non grata nesta terça-feira, 1º de julho.
  • A decisão foi anunciada pelo presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez, após críticas de Türk sobre violações de direitos humanos no país.
  • Türk mencionou detenções arbitrárias e desaparecimentos forçados em um relatório recente, o que levou o governo a rejeitar as alegações.
  • O governo venezuelano também acusou os Estados Unidos de sequestrar crianças venezuelanas durante deportações, afirmando que as crianças foram separadas de seus pais migrantes.
  • A porta-voz da ONU, Ravina Shamdasani, lamentou a decisão da Assembleia e reafirmou o compromisso da ONU em defender os direitos humanos na Venezuela.

A Assembleia Nacional da Venezuela declarou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, persona non grata nesta terça-feira (1º). A decisão, impulsionada por críticas de Türk sobre violações de direitos humanos no país, foi anunciada pelo presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez. Ele afirmou que a Venezuela se distanciará do escritório do Alto Comissariado, considerando-o “hipócrita”.

Rodríguez fez a declaração após Türk mencionar detenções arbitrárias e desaparecimentos forçados em um relatório recente. O alto comissário, que está no cargo desde 2019, criticou a situação dos direitos humanos na Venezuela, especialmente após as eleições presidenciais de julho. O governo venezuelano, por sua vez, rejeitou as alegações, com o procurador-geral, Tarek William Saab, chamando o escritório de Türk de “bufete privado” de terroristas.

Acusações ao Governo dos EUA

Além das críticas a Türk, o governo da Venezuela acusou os Estados Unidos de sequestrar 18 crianças venezuelanas durante deportações. Segundo Rodríguez, as crianças, com idades entre 1 e 12 anos, foram separadas de seus pais migrantes. Ele alegou que essa prática faz parte de uma estratégia dos EUA para expulsar imigrantes.

A declaração de persona non grata não tem efeito imediato, mas o escritório de Türk já foi expulso anteriormente do país. A porta-voz da ONU, Ravina Shamdasani, lamentou a decisão da Assembleia e reafirmou o compromisso da ONU em defender os direitos humanos na Venezuela.

Reações e Consequências

A Assembleia Nacional, dominada por aliados de Maduro, também debate a permanência da Venezuela no Conselho de Direitos Humanos da ONU, considerando-o um fórum desnaturalizado. A situação evidencia a crescente tensão entre o governo venezuelano e a comunidade internacional, especialmente em relação às questões de direitos humanos.

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