- Líderes católicos de países em desenvolvimento entregaram um “chamado por justiça climática” ao Papa Leão 14.
- O evento ocorreu antes da COP30, que será realizada em novembro em Belém.
- O documento critica o “capitalismo verde” e pede ações para reparar danos ecológicos sem sobrecarregar o Sul Global.
- O texto destaca a necessidade de uma transição energética justa e questiona a mercantilização da natureza.
- O chamado menciona a encíclica “Laudato Si” e pede coragem ao Papa para reafirmar o compromisso com a justiça climática.
Líderes católicos de países em desenvolvimento entregaram um “chamado por justiça climática” ao Papa Leão 14, em um evento que antecede a COP30, marcada para novembro em Belém. O documento, assinado por conferências e conselhos episcopais da América Latina, África e Ásia, critica o “capitalismo verde” e pede ações concretas para reparar danos ecológicos sem sobrecarregar o Sul Global.
O texto destaca que o capitalismo verde representa uma “alteração da narrativa” que favorece interesses dominantes, sem abordar as causas do colapso ambiental. O Papa Francisco já havia enfatizado a necessidade de mudanças substanciais, afirmando que é preciso superar a lógica de apenas se mostrar sensível ao problema.
O chamado também questiona as “falsas soluções”, como a mercantilização da natureza, e sugere que países ricos devem pagar sua dívida ecológica. A proposta inclui a transição energética justa, sem aumentar a dívida do Sul Global, visando reparar perdas e danos e promover resiliência nas regiões mais afetadas.
Mensagem de Esperança
O documento menciona a encíclica “Laudato Si”, que completa dez anos, e pede coragem profética ao Papa Leão 14 para reafirmar seu compromisso com a dignidade humana e a justiça climática. Dom Jaime Spengler, presidente da CNBB, ressaltou a importância de levantar a voz em defesa dos povos amazônicos e das comunidades vulneráveis que enfrentam ameaças ambientais.
Além disso, o texto critica a “financeirização da natureza”, incluindo mercados de carbono e a exploração abusiva de recursos naturais. O cardeal enfatizou que a conversão ecológica é um chamado do Evangelho, reafirmando a urgência de ações concretas para proteger o meio ambiente e garantir um futuro sustentável.
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