O Brics, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, está focado em fortalecer a cooperação entre países em desenvolvimento. Tatiana Rosito, do Ministério da Fazenda, falou sobre novas iniciativas do bloco, como o financiamento climático e um mecanismo de garantias para investimentos. Ela comentou que as ameaças do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, não afetaram muito o Brics. O grupo defende o multilateralismo em tempos de tensões globais. A cúpula do Brics acontecerá em julho no Rio de Janeiro, onde será discutida a reforma das instituições financeiras internacionais e a ampliação do comércio entre os membros. O financiamento climático é uma prioridade, especialmente com a COP30 se aproximando. O novo mecanismo de garantias pode ajudar a reduzir riscos em projetos de infraestrutura sustentável, tornando-os mais atraentes para investidores. A inclusão de novos países, como Egito e Emirados Árabes Unidos, pode fortalecer ainda mais a agenda do Brics.
O Brics, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, busca fortalecer o multilateralismo e a participação de países em desenvolvimento nas instituições financeiras internacionais. Em entrevista à Folha, a secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, destacou inovações na agenda do bloco, como o financiamento climático e a criação de um mecanismo de garantias, visando maior integração entre os membros.
Rosito avaliou que as ameaças do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram impacto limitado na atuação do Brics durante a presidência brasileira. Ela enfatizou que o grupo não se posiciona como antagônico, mas sim como um defensor do multilateralismo, especialmente em um momento de crescente tensão global. A cúpula do Brics ocorrerá nos dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro.
A secretária ressaltou a importância do diálogo entre os países em desenvolvimento, afirmando que a presidência brasileira busca revalorizar o papel do Brics. Isso inclui reformas nas instituições financeiras internacionais e a ampliação das relações comerciais entre os membros. A agenda financeira do Brics já estava traçada, com foco na facilitação do comércio e na redução de custos de transações.
Uma das inovações discutidas é a criação de mecanismos para financiamento climático, em preparação para a COP30, que ocorrerá em novembro em Belém. A presidência do Brics pretende discutir a reforma dos bancos multilaterais e a mobilização de capital privado, além de promover a transição climática. Rosito destacou a importância de construir convergências e impulsionar parcerias público-privadas.
O Brics também está considerando a criação de um mecanismo de garantias, que visa reduzir riscos em projetos de investimento, tornando-os mais atrativos para investidores. Esse mecanismo pode cobrir riscos políticos e comerciais, facilitando o fluxo de capital para áreas como infraestrutura sustentável e economia circular. A expansão do Brics, com novos membros como Egito e Emirados Árabes Unidos, pode reforçar a agenda de reforma do sistema financeiro internacional, apesar dos desafios.
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