O presidente da Ucrânia, Volodímir Zelenski, anunciou que o país vai sair da Convenção da ONU que proíbe minas antipessoal, citando a necessidade de usar esse tipo de armamento devido às táticas russas. Essa decisão foi divulgada no último domingo e mostra como a guerra na Ucrânia tem levado ambos os lados a usar minas para dificultar o avanço do inimigo. Aproximadamente 1.200 quilômetros da linha de frente estão minados, o que tem atrasado as ofensivas, especialmente as da Rússia. Além da Ucrânia, cinco países da União Europeia, como Finlândia e Polônia, também querem se retirar do tratado. A Convenção de Ottawa, que foi criada em 1997, busca acabar com o uso de minas antipessoal por causa do alto número de civis que são feridos. Desde o início da invasão russa, estima-se que as minas tenham causado 1.500 feridos e mortos na Ucrânia. O uso de minas se tornou uma parte importante da estratégia ucraniana, já que o exército enfrenta um inimigo que não segue as regras internacionais. O ministro da Defesa da Ucrânia afirmou que o país levará pelo menos 30 anos para se desminar completamente. Organizações de desarmamento estão preocupadas com essa decisão, pois pode prejudicar normas humanitárias. As autoridades ucranianas defendem a saída do tratado como uma necessidade diante da situação de segurança atual, que não era esperada quando o país ratificou a Convenção em 2005.
O presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, anunciou a retirada da Ucrânia da Convenção da ONU que proíbe minas antipessoal, em resposta ao uso intensivo desse armamento pelas forças russas. A decisão foi comunicada no último domingo e reflete a necessidade de adaptação às táticas de combate no atual conflito.
A guerra na Ucrânia, marcada por uma intensa luta em trincheiras, tem visto ambos os lados utilizarem minas para dificultar o avanço do inimigo. Cerca de 1.200 quilômetros do front estão minados, o que tem contribuído para a lentidão das ofensivas, especialmente as russas. Além da Ucrânia, cinco países da União Europeia — Finlândia, Estônia, Lituânia, Letônia e Polônia — também manifestaram intenção de se retirar do tratado.
A Convenção de Ottawa, aprovada em 1997, visa erradicar o uso de minas antipessoal devido ao alto número de vítimas civis. Um relatório da Cruz Vermelha Internacional aponta que 80% das vítimas de minas no mundo são civis. Desde o início da invasão russa, a ONU estima que as minas causaram 1.500 feridos e mortos na Ucrânia, com as baixas militares sendo ainda mais significativas.
Contexto Militar
O uso de minas antipessoal se tornou uma estratégia crucial para o exército ucraniano, que enfrenta um inimigo que não respeita as normas internacionais. O ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov, destacou que o país precisaria de pelo menos 30 anos para se desminar completamente. A utilização de drones para a colocação de minas tem se intensificado, tornando essa prática uma parte essencial da defesa.
Analistas militares afirmam que a decisão de Zelenski é uma resposta direta às táticas russas, que utilizam a infanteria de forma agressiva. Mijailo Samus, diretor do centro de análise de defesa New Geopolitics, enfatiza que as minas são fundamentais para desacelerar os avanços russos, permitindo que as forças ucranianas respondam com drones.
Críticas e Implicações
Organizações de desarmamento expressaram preocupação com a decisão de abandonar a Convenção. A Campanha Internacional para a Proibição de Minas Terrestres alertou que essa mudança pode ameaçar normas humanitárias estabelecidas. A retirada de países da região do Báltico e da Polônia pode incentivar outros a seguir o mesmo caminho, comprometendo os esforços globais para a proibição de minas antipessoal.
As autoridades ucranianas justificam a decisão como uma necessidade diante da deterioração da segurança na região. A situação atual, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, não era previsível quando o país ratificou a Convenção em 2005. A guerra em curso e o uso massivo de minas pelo adversário tornaram a adaptação das estratégias de defesa uma questão de sobrevivência.
Entre na conversa da comunidade