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Centrífugas da instalação nuclear de Fordow no Irã estão inativas, afirma ONU

A AIEA alerta que o programa nuclear do Irã não foi totalmente destruído, apesar dos ataques a Fordow e Natanz.

Danos na instalação de enriquecimento de Fordo, no Irã, após os bombardeios dos EUA, em 22 de junho de 2025 — Foto: Maxar Technologies via The New York Times
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As centrífugas da usina de enriquecimento de urânio de Fordow, no Irã, não estão funcionando mais após os ataques dos Estados Unidos, segundo Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Ele afirmou que, apesar dos danos, o programa nuclear iraniano não foi totalmente destruído. Os inspetores da AIEA não conseguiram acessar as instalações nucleares desde os bombardeios, e Grossi ressaltou que é um exagero dizer que o programa foi aniquilado, pois nem todos os locais foram atingidos. A situação se complica com a recente aprovação de uma lei pelo Parlamento iraniano que pode limitar a cooperação com a AIEA, incluindo a suspensão da entrada de inspetores no país. Avaliações de inteligência mostram que o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã ainda está em grande parte intacto, e imagens de satélite indicam que a destruição não foi total. Enquanto isso, a AIEA busca acesso às usinas para verificar os estoques de urânio, incluindo 408 kg enriquecidos a 60%. A falta de clareza nas intenções dos Estados Unidos em relação ao Irã gera incertezas sobre os próximos passos diplomáticos, mantendo a situação tensa e a comunidade internacional atenta.

As centrífugas da usina de enriquecimento de urânio de Fordow, no Irã, não estão mais operacionais após os ataques dos Estados Unidos, conforme afirmou Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Em entrevista à rádio francesa, Grossi destacou que, apesar dos danos, o programa nuclear iraniano não foi completamente destruído.

Os inspetores da AIEA não têm conseguido acessar as instalações nucleares desde os bombardeios. Grossi explicou que, embora a avaliação dos danos seja complexa, as características técnicas das centrífugas as tornam vulneráveis a vibrações intensas. Ele enfatizou que é um exagero afirmar que o programa nuclear foi aniquilado, já que nem todos os locais foram atingidos.

A situação se complica com a recente aprovação de um projeto de lei pelo Parlamento iraniano, que pode restringir a cooperação com a AIEA. O Parlamento, dominado por linhas-duras, votou para suspender a entrada de inspetores no país. Grossi alertou que, como signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear, o Irã deve permitir inspeções.

Avaliações de inteligência indicam que o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã permanece em grande parte intacto. Os ataques visaram as instalações em Fordow e Natanz, mas imagens de satélite mostram que a destruição não foi total. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o programa nuclear iraniano foi “completamente obliterado”, mas novas informações sugerem que o impacto foi limitado.

Enquanto isso, a AIEA busca acesso às usinas para contabilizar os estoques de urânio, incluindo os 408 kg enriquecidos a 60%. A falta de clareza nas intenções dos EUA em relação ao Irã gera incertezas sobre os próximos passos diplomáticos. A situação permanece tensa, com a comunidade internacional atenta aos desdobramentos.

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