O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, anunciou a prisão do arcebispo Bagrat Galstanyan, que é acusado de planejar um golpe de Estado. Galstanyan, uma figura importante da Igreja Apostólica Armênia e da oposição, teria se juntado a ex-militares para tentar tomar o poder. As autoridades afirmam que ele e seus aliados estavam se preparando para realizar um ataque terrorista e desestabilizar o governo, recrutando mais de mil pessoas, incluindo ex-soldados e policiais, para bloquear estradas e provocar violência. O governo divulgou gravações que mostram Galstanyan discutindo o golpe. Um deputado próximo a ele criticou a prisão, chamando-a de ação de um “regime ditatorial”. Esta é a segunda prisão de um opositor em junho, após a detenção do bilionário Samvel Karapetyan, que também foi acusado de tentar usurpar o poder. A Armênia enfrenta descontentamento popular desde a derrota na guerra contra o Azerbaijão em 2020, e Pashinyan, que assumiu o cargo em 2018, enfrenta pressão por estabilidade política. As próximas eleições parlamentares estão marcadas para junho de 2026. O porta-voz do Kremlin afirmou que a situação é um assunto interno da Armênia, mas a Rússia está interessada em manter a ordem no país.
O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, anunciou nesta quarta-feira (25) a prisão do arcebispo Bagrat Galstanyan, acusado de liderar um plano de golpe de Estado. O religioso, figura proeminente da Igreja Apostólica Armênia e da oposição, teria conspirado para tomar o poder com o apoio de ex-militares.
As autoridades armênias afirmam que Galstanyan e seus cúmplices adquiriram meios para cometer um ataque terrorista e desestabilizar o governo. Investigações revelaram que o grupo recrutou mais de 1.000 pessoas, incluindo ex-soldados e policiais, para bloquear estradas e incitar a violência. O governo divulgou gravações que supostamente mostram o arcebispo discutindo os detalhes do golpe.
O deputado Garnik Danielian, próximo a Galstanyan, criticou a ação do governo, chamando-a de típica de um “regime ditatorial”. Esta prisão é a segunda de um opositor em junho, após a detenção do bilionário Samvel Karapetyan, acusado de incitar a usurpação do poder.
A Armênia enfrenta crescente insatisfação popular desde a derrota militar para o Azerbaijão em 2020. O conflito pela região de Nagorno-Karabakh resultou em tensões geopolíticas e um aumento das violações do cessar-fogo. Pashinyan, que chegou ao poder em 2018, agora lida com a pressão por estabilidade política e segurança nacional.
As próximas eleições parlamentares estão agendadas para junho de 2026. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, declarou que a situação é um assunto interno da Armênia, mas a Rússia tem interesse em manter a ordem no país.
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