Intelectuais iranianos, como a advogada Shirin Ebadi, pedem que o Irã suspenda o enriquecimento de urânio e pare as hostilidades com Israel, afirmando que a busca por um programa nuclear é a causa da guerra atual. Ebadi, que vive em Londres desde 2009, acredita que a paz verdadeira só virá com a mudança do regime teocrático. Ela observa que a repressão interna aumentou, com mais execuções e prisões, mas vê uma chance para a oposição se unir contra o governo. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, incentivou os iranianos a derrubar o regime, mas Ebadi diz que o povo não precisa de incentivos externos para agir. Ela critica a postura do Brasil, que condenou os ataques de Israel, mas não apoiou investigações sobre direitos humanos no Irã. Ebadi pede que a comunidade internacional preste atenção à luta do povo iraniano contra a tirania religiosa.
Intelectuais iranianos pedem suspensão do enriquecimento de urânio
Intelectuais iranianos, incluindo a advogada e Nobel da Paz Shirin Ebadi, solicitaram a suspensão imediata do enriquecimento de urânio pelo Irã e o fim das hostilidades com Israel. Em artigo no jornal francês “Le Monde”, Ebadi argumenta que a busca por um programa nuclear é a raiz da atual guerra.
A advogada, exilada em Londres desde 2009, destaca que a verdadeira paz só será alcançada com a substituição do regime teocrático. Desde 1979, a política externa do Irã tem se baseado na hostilidade contra Israel e os Estados Unidos. Para Ebadi, mesmo que o conflito atual termine, o regime continuará a impor guerras ao povo iraniano.
A repressão interna no Irã aumentou durante a guerra, com um aumento significativo nas execuções e prisões. A advogada observa que a situação pode unir a oposição contra o regime, que tem enfrentado protestos violentamente reprimidos nos últimos anos. Contudo, ela acredita que as forças repressivas estão enfraquecidas, aumentando as chances de sucesso da oposição.
Reação internacional e apelos à revolta
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, incentivou o povo iraniano a derrubar o regime. Ebadi afirma que a população não precisa de incentivos externos; quando decidir agir, fará isso por conta própria. A advogada também critica a postura do governo brasileiro, que condenou os ataques israelenses, mas se absteve de apoiar investigações sobre violações de direitos humanos no Irã.
Ebadi conclui que a comunidade internacional deve prestar atenção à luta do povo iraniano contra a tirania religiosa, em vez de focar apenas em acordos com o regime. A situação atual representa uma oportunidade para a resistência interna, enquanto o regime enfrenta desafios sem precedentes.
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