Uma comitiva de 12 autoridades brasileiras voltou ao Brasil hoje após três dias de espaço aéreo fechado em Israel. O grupo, que incluía prefeitos e parlamentares, deixou Israel de ônibus, passando pela Jordânia e depois pela Arábia Saudita, antes de embarcar em um voo que fez paradas em Mallorca e Cabo Verde. O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, usou uma aeronave particular, enquanto seu filho organizou o transporte terrestre. A chegada dos políticos foi marcada por alívio, com relatos de dias de angústia. O contexto do retorno é grave, pois o conflito entre Israel e Irã se intensificou, com bombardeios resultando em muitas mortes. Os Estados Unidos também estão se mobilizando na região, aumentando as tensões.
A comitiva de 12 autoridades brasileiras que estava em Israel retornou ao Brasil na manhã de hoje, após três dias de espaço aéreo fechado no país. O grupo, que incluía prefeitos, secretários e parlamentares, deixou Israel de ônibus na segunda-feira, seguindo para a Jordânia. As negociações para a volta contaram com a ajuda do senador Carlos Viana (Podemos-MG), do Ministério das Relações Exteriores e da embaixada de Israel em Brasília.
Após a Jordânia, a comitiva seguiu para a Arábia Saudita, de onde embarcou em um voo que fez paradas em Mallorca e na Ilha do Sal (Cabo Verde) para descanso. O voo da Ilha do Sal até Natal durou cerca de três horas. O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, optou por alugar uma aeronave particular, enquanto seu filho, o deputado Mersinho Lucena (PP-PB), organizou o transporte terrestre entre a Jordânia e a Arábia Saudita.
Retorno e Comemorações
A chegada dos políticos foi marcada por alívio e celebrações. O prefeito de Macaé, Welberth Viana, compartilhou em suas redes sociais: “Depois de 51 horas de itinerário, pousamos em solo brasileiro.” O prefeito de Nova Friburgo, Johny Maycon, também expressou sua gratidão, relatando dias de “angústia profunda e incertezas.”
O contexto do retorno é grave, com o conflito entre Israel e Irã se intensificando. Desde sexta-feira, Israel tem realizado bombardeios em Teerã, resultando em 585 mortes no Irã e 24 em Israel, segundo a ONG Human Rights Activists. O Irã, por sua vez, anunciou o uso de um míssil inédito durante os ataques, enquanto Israel atacou diversas instalações militares no país.
Mobilização Internacional
A situação no Oriente Médio levou os Estados Unidos a mobilizarem caças e porta-aviões para a região. O ex-presidente Donald Trump pediu a rendição do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, intensificando ainda mais as tensões. O cenário atual é de incerteza, com ambos os lados se preparando para novos confrontos.
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