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Lula alerta G7 sobre consequências de ataques ao Irã e defende ONU como protagonista

Lula pede fortalecimento da ONU e critica ataques de Israel, enfatizando a necessidade de redirecionar gastos militares para combater a fome.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre a importância de fortalecer a ONU para promover a paz no mundo. Durante a cúpula do G7 em Calgary, no Canadá, ele criticou os ataques de Israel ao Irã e a situação na Faixa de Gaza, chamando a atenção para as consequências graves que esses conflitos podem ter. Lula pediu que a ONU retome seu papel na mediação de crises, como a do Haiti, onde a falta de liderança está piorando a situação. Ele sugeriu que os gastos militares, que totalizam 2,7 trilhões de dólares por ano, deveriam ser usados para combater a fome. Lula também condenou o que chamou de genocídio em Gaza e criticou a forma como alguns países reconhecem o Estado palestino. Ele elogiou o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, e destacou a importância de fortalecer a relação entre Brasil e Canadá, especialmente em questões climáticas, com a COP30 marcada para 2025 em Belém.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou, nesta terça-feira, a importância do fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) para a promoção da paz global. Durante a cúpula do G7 em Calgary, no Canadá, Lula criticou os recentes ataques de Israel ao Irã, afirmando que essas ações podem resultar em “consequências globais inestimáveis”. Ele enfatizou a necessidade de devolver à ONU seu papel central na mediação de conflitos.

Lula destacou que a comunidade internacional tem se mostrado indiferente a crises como a do Haiti, onde o crime organizado perpetua um cenário de caos. “O vácuo de liderança agrava esse quadro”, afirmou o presidente, pedindo que o Secretário-Geral da ONU lidere um grupo de países comprometidos com a paz. Ele também ressaltou que os gastos militares, que somam US$ 2,7 trilhões anualmente, poderiam ser redirecionados para o combate à fome.

O presidente brasileiro condenou o que chamou de genocídio na Faixa de Gaza, afirmando que “nada justifica a matança indiscriminada de mulheres e crianças”. Lula criticou a seletividade de alguns países em reconhecer o Estado palestino, referindo-se indiretamente a declarações de Donald Trump sobre a região. Ele elogiou o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, por sua defesa da soberania do Canadá e reforçou a importância de estreitar laços entre Brasil e Canadá, especialmente em relação às questões climáticas, com a COP30 marcada para 2025 em Belém.

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