A Agência Internacional de Energia Atômica, AIEA, confirmou que a parte subterrânea da usina nuclear de Natanz, no Irã, não foi danificada pelos recentes bombardeios israelenses, que ocorreram na última sexta-feira. O ataque tinha como objetivo interromper o programa nuclear iraniano, visto como uma ameaça por Israel e países ocidentais. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que, apesar dos danos à infraestrutura na superfície, a planta de enriquecimento de urânio subterrânea permaneceu intacta e não houve aumento nos níveis de radiação nas áreas afetadas. No entanto, especialistas alertam que a falta de energia nas instalações pode tornar as centrífugas inoperantes temporariamente. A situação entre Irã e Israel continua tensa, com o Irã negando que seu programa nuclear tenha fins bélicos, enquanto o enriquecimento de urânio a 60% gera preocupações sobre a possibilidade de desenvolvimento de armas nucleares. Desde que os Estados Unidos se retiraram do acordo nuclear em 2018, o Irã tem se afastado dos limites estabelecidos e atualmente possui material suficiente para potencialmente produzir até dez bombas nucleares, segundo a AIEA.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que a parte subterrânea da usina nuclear de Natanz, no Irã, não foi danificada pelos recentes bombardeios israelenses. O ataque, realizado na última sexta-feira, visava interromper o programa nuclear iraniano, considerado uma ameaça por Israel e potências ocidentais.
O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, informou que, apesar dos danos significativos à infraestrutura superficial, a principal planta de enriquecimento de urânio subterrânea permaneceu intacta. “Não houve novos danos desde os bombardeios”, afirmou Grossi durante uma reunião em Viena. A usina de Natanz, revelada em 2002, abriga quase 70 cascatas de centrífugas essenciais para o enriquecimento de urânio.
Imagens de satélite confirmaram que os ataques causaram danos à superfície, mas não afetaram a estrutura subterrânea. A AIEA também não detectou aumento nos níveis de radiação nas áreas afetadas, minimizando o risco de contaminação externa. No entanto, especialistas alertam que a queda de energia nas instalações pode prejudicar as centrífugas, tornando a usina inoperante temporariamente.
Tensão Regional
A operação militar de Israel intensifica as hostilidades entre os dois países, que já trocam ameaças há anos. O Irã nega que seu programa nuclear tenha fins bélicos, afirmando que é voltado para a geração de energia. Contudo, o enriquecimento de urânio a 60% levanta preocupações sobre possíveis intenções de desenvolvimento de armas nucleares.
Desde a retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear em 2018, o Irã tem se afastado dos limites estabelecidos anteriormente. Atualmente, o país possui material suficiente para potencialmente produzir até 10 bombas nucleares, segundo a AIEA. A situação permanece tensa, com Israel considerando o Irã uma ameaça existencial e aumentando suas ações militares na região.
A AIEA, que criticou a falta de cooperação do Irã, reafirmou que não há indícios confiáveis de um programa nuclear não declarado em andamento. Especialistas ressaltam que, embora os ataques possam causar danos temporários, é improvável que consigam destruir completamente o programa nuclear iraniano.
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