A ex-presidente Dilma Rousseff e o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, mostraram um novo mapa-múndi com o Brasil no centro durante um evento na China. Esse mapa gerou polêmica porque divide a China em dois hemisférios e representa Taiwan de uma forma que pode desrespeitar as leis chinesas. O mapa foi apresentado ao primeiro-ministro chinês, Li Qiang, e mostra a separação entre a China continental e Taiwan. Especialistas, como o advogado e geógrafo Luiz Ugeda, afirmam que essa representação ignora a sensibilidade da questão para o governo chinês. Além disso, as cores do mapa indicam Taiwan como parte dos Brics, o que não é correto, já que o Brasil só tem um escritório de negócios na ilha. O sindicato dos servidores do IBGE também criticou a iniciativa, dizendo que o mapa distorce a realidade e prejudica a credibilidade do instituto.
A ex-presidente Dilma Rousseff e o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, apresentaram uma nova versão do mapa-múndi com o Brasil no centro durante um evento oficial na China. A proposta, que inverte as direções Norte e Sul, gerou polêmica ao desmembrar a China entre dois hemisférios e representar Taiwan de forma que pode infringir leis chinesas.
O mapa foi exibido ao primeiro-ministro chinês, Li Qiang, e destaca a separação entre a parte continental da China e o estreito de Taiwan. Segundo o advogado e geógrafo Luiz Ugeda, a legislação chinesa proíbe representações que distorçam o território do país. Ele afirma que, ao separar Taiwan, o IBGE desconsiderou a sensibilidade da questão para o governo chinês.
Além disso, as cores utilizadas no mapa indicam Taiwan como parte dos Brics, o que não reflete a realidade diplomática, já que o Brasil mantém apenas um escritório de negócios na ilha. Ugeda ressalta que países com disputas territoriais, como a Rússia e a Índia, têm leis rigorosas sobre representações cartográficas e que a China já puniu empresas por desrespeitar essas normas.
O sindicato de servidores do IBGE também criticou a iniciativa, afirmando que o mapa distorce a realidade e compromete a credibilidade do instituto. Em nota de repúdio, a coordenação do Núcleo Sindical Chile (ASSIBGE/SN) destacou que a proposta carece de respaldo técnico e ignora convenções cartográficas internacionais.
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