O Departamento do Tesouro dos EUA se reuniu com banqueiros mexicanos para reforçar o combate à lavagem de dinheiro. O presidente da Associação de Bancos do México, Emilio Romano, afirmou que a banca mexicana está disposta a colaborar com os EUA. Essa reunião acontece em um momento em que os EUA intensificam suas ações contra os cartéis mexicanos, que foram classificados como organizações terroristas. Com essa classificação, os cartéis, como o de Sinaloa e o Jalisco Nova Geração, têm seus bens bloqueados nos EUA e não podem realizar transações financeiras. O Departamento do Tesouro já impôs sanções a vários indivíduos e empresas ligadas a esses cartéis. A Agência Antidrogas dos EUA (DEA) também divulgou um relatório detalhando como os cartéis operam e se financiam, destacando que o contrabando de gasolina é uma de suas principais fontes de renda. O governo dos EUA está focado em melhorar a colaboração financeira com o México, propondo um grupo de trabalho para facilitar o intercâmbio de informações e aumentar a eficiência no combate ao crime organizado. No entanto, especialistas alertam que o sistema financeiro mexicano precisa de reformas para lidar melhor com a lavagem de dinheiro, já que muitos crimes não são denunciados. A pressão dos EUA sobre as finanças dos cartéis está aumentando, o que pode impactar a relação entre os dois países.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos se reuniu com autoridades bancárias do México para fortalecer o combate à lavagem de dinheiro. O encontro ocorreu durante a Convencão Bancária em Nayarit, onde o novo presidente da Associação de Bancos do México, Emilio Romano, destacou a disposição da banca mexicana em colaborar com os EUA.
Essa reunião acontece em um contexto de intensificação das ações dos EUA contra os cartéis mexicanos, que foram classificados como organizações terroristas. Desde a chegada de Donald Trump à presidência, seis cartéis mexicanos, incluindo o Cartel de Sinaloa e o Cartel Jalisco Nova Geração, foram designados como terroristas, o que resulta em sanções financeiras e bloqueio de bens nos EUA.
O Departamento do Tesouro já impôs sanções a diversos indivíduos e empresas ligadas ao narcotráfico. Recentemente, três narcotraficantes e duas empresas foram sancionados por envolvimento no roubo de combustível. A Agência Antidrogas dos EUA (DEA) também divulgou um relatório detalhando as operações dos cartéis, que incluem contrabando de gasolina e gas, além de lavagem de dinheiro através de empresas chinesas e criptomoedas.
Colaboração Financeira
Romano propôs a criação de um grupo de trabalho para melhorar a troca de informações financeiras entre os dois países. Ele enfatizou a necessidade de mecanismos de detecção proativa para proteger o sistema financeiro contra recursos ilícitos. A Lei Antilavado no México, promulgada em 2012, ainda carece de reformas significativas, apesar de tentativas legislativas.
Especialistas alertam que a crescente pressão dos EUA sobre as finanças dos cartéis pode forçar o governo mexicano a adotar medidas mais rigorosas. A colaboração entre os sistemas financeiros dos dois países é vista como essencial para combater o crime organizado, que movimenta cerca de R$ 500 bilhões anualmente.
A situação exige um exame interno do sistema financeiro mexicano, que deve se preparar para um aumento na fiscalização e na cooperação internacional. A escalada de tensões entre os EUA e o México pode resultar em novas ações contra o narcotráfico e suas finanças.
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