Uma carta de Napoleão Bonaparte, datada de 23 de julho de 1809, que finge desaprovar a prisão do Papa Pio VII, foi leiloada por 26.360 euros em Fontainebleau. O leilão, organizado pela casa Osenat, destacou a importância do documento na estratégia política de Napoleão, que tentava se distanciar da responsabilidade pela prisão do Papa, afirmando que a ação foi feita “sem suas ordens e contra sua vontade”. A carta foi endereçada ao arqui-reitor Jean-Jacques-Régis Cambacérès e tinha a intenção de ser amplamente divulgada. A prisão do Papa ocorreu após sua recusa em seguir a política de bloqueio continental de Napoleão, que tomou medidas drásticas, como a ocupação de parte dos Estados Pontifícios e a expulsão de cardeais. O Papa foi preso no Vaticano e depois transferido para prisão domiciliar em Savona e Fontainebleau. Napoleão queria afirmar seu controle sobre a Igreja Católica, uma estratégia que começou com sua coroação em Notre-Dame. O interesse por itens relacionados a Napoleão continua forte, mesmo mais de dois séculos após sua morte em 1821.
Uma carta de Napoleão Bonaparte, datada de 23 de julho de 1809, que simula a desaprovação da prisão do Papa Pio VII, foi leiloada por 26.360 euros (R$ 170,5 mil) em Fontainebleau. O leilão foi organizado pela casa Osenat, que destacou a importância do documento na estratégia política de Napoleão.
O especialista Jean-Christophe Chataignier explicou que a carta, que foi estimada entre 12 mil e 15 mil euros, revela uma manobra política. Napoleão tenta distanciar-se da responsabilidade pela prisão do Papa, afirmando que a ação foi realizada “sem suas ordens e contra sua vontade”. O documento foi endereçado ao arqui-reitor Jean-Jacques-Régis Cambacérès e tinha como objetivo ser amplamente distribuído.
A prisão do Papa foi um evento marcante durante o reinado de Napoleão, especialmente após a recusa de Pio VII em aderir à política de bloqueio continental. O imperador tomou medidas drásticas, como a ocupação de parte dos Estados Pontifícios e a expulsão de cardeais estrangeiros. O Papa foi preso no Vaticano e posteriormente transferido para prisão domiciliar em Savona e depois em Fontainebleau.
Napoleão buscava afirmar seu domínio sobre a Igreja Católica, uma estratégia que começou com sua coroação em Notre-Dame. O leilão de itens relacionados a Napoleão continua a atrair interesse, mais de dois séculos após sua morte em 1821.
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