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Zamzam, maior campo de deslocados de Sudão, é devastado por ataque de paramilitares

### Linha fina: Ataque devastador em Zamzam força milhares a fugir em busca de segurança, enquanto a crise em Darfur se agrava.

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O campo de deslocados de Zamzam, no Sudão, foi destruído em um ataque de forças paramilitares, forçando cerca de 700 mil pessoas a fugir em busca de segurança. As Forças de Apoio Rápido, que estão tentando controlar a cidade de El Fasher, confirmaram a tomada do campo, mas negaram ter cometido atrocidades. O ministro da Saúde de Darfur do Norte afirmou que não há mais ninguém em Zamzam. Entre os deslocados, Fathiya Mohammed, de 28 anos, caminhou descalça por quatro dias com seus filhos até Tawila, onde perdeu o marido e enfrentou muitos desafios. Desde o ataque, dezenas de milhares de pessoas chegaram a Tawila, sobrecarregando os serviços de saúde. Médicos Sem Fronteiras relatou que mais de 20 mil pessoas buscaram atendimento em um hospital local em apenas dois dias, com muitos feridos por balas. A situação é crítica, e a RSF, que perdeu o controle da capital, Cartum, no mês passado, planeja formar um governo paralelo nas áreas que controla, aumentando o medo de uma divisão do Sudão. A guerra civil, que se intensificou nos últimos dois anos, já resultou em milhões de deslocados, e a destruição de Zamzam é um golpe duro para a população que busca paz.

Ataque a campo de deslocados no Sudão destrói Zamzam e força fuga de milhares

O campo de deslocados de Zamzam, no Sudão, foi completamente destruído após um ataque de forças paramilitares na última semana. A ação forçou cerca de 700 mil residentes a fugir em busca de segurança, agravando a crise humanitária na região de Darfur.

O ataque foi realizado pelas Forças de Apoio Rápido (RSF), que tentam tomar o controle da cidade de El Fasher. Apesar de negar relatos de atrocidades, a RSF confirmou a tomada do campo. Segundo o ministro da Saúde de Darfur do Norte, Ibrahim Khater, “não há mais ninguém” em Zamzam.

Entre os deslocados está Fathiya Mohammed, de 28 anos, que caminhou descalça por quatro dias com dois filhos até a cidade de Tawila. Ela relatou ter perdido o marido durante o ataque e sofrido roubos, além de enfrentar exaustão, fome e sede.

Dezenas de milhares de pessoas fugiram para Tawila desde o ataque, sobrecarregando as instalações médicas. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou que mais de 20 mil pessoas buscaram tratamento em um hospital local em apenas dois dias.

A enfermeira-chefe da MSF, Tiphaine Salmon, descreveu a situação como alarmante, com feridos por balas sendo atendidos rotineiramente. Um dos pacientes, Issa Abdullah, relatou ter sido baleado durante o ataque e ter encontrado o hospital abandonado.

Zamzam foi estabelecido em 2004 para abrigar pessoas deslocadas pela violência étnica em Darfur. A tomada do campo é estratégica para a RSF, que perdeu o controle da capital, Cartum, no mês passado. A RSF anunciou planos de formar um governo paralelo nas áreas sob seu controle, aumentando o temor de uma possível divisão do Sudão.

A guerra civil no Sudão, que se intensificou há dois anos, já resultou em milhões de deslocados. A destruição de Zamzam representa um duro golpe para a população vulnerável da região, que busca desesperadamente por paz.

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