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Americanos relatam tortura e rebelião em prisão venezuelana antes de serem libertados

Seis ex-detentos americanos relatam tortura psicológica e condições desumanas em prisões venezuelanas após negociações entre Trump e Maduro.

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Seis americanos foram libertados da prisão na Venezuela, onde enfrentaram tortura psicológica e maus-tratos. Eles foram detidos sob acusações de terrorismo enquanto tentavam entrar no país como turistas. Os ex-detentos relataram que os guardas usavam nomes como “Hitler” e “Demônio” e descreveram condições desumanas nas celas, incluindo espancamentos e uso de spray de pimenta. Um deles liderou uma rebelião na prisão, pedindo liberdade para os presos. A libertação ocorreu após negociações entre o governo Trump e Nicolás Maduro, mas gerou críticas sobre a legitimidade do governo venezuelano. O Departamento de Estado dos EUA está trabalhando para libertar outros nove americanos ainda presos. A Venezuela mantém cerca de 68 estrangeiros detidos e muitos presos políticos. Entre os que ainda estão presos estão um padeiro e um veterano da Força Aérea, e suas famílias estão preocupadas com seu bem-estar. Os ex-detentos disseram que a prisão era controlada por um homem chamado “Tubarão” e que a experiência os deixou com marcas físicas e emocionais.

Ex-detentos americanos relatam tortura e rebelião em prisão venezuelana

Seis cidadãos americanos, libertados da Venezuela em janeiro, descreveram experiências de tortura psicológica e maus-tratos durante a prisão. As acusações envolvem guardas que usavam pseudônimos como “Hitler” e “Demônio”, além de condições desumanas nas celas.

Os ex-detentos relataram terem sido presos sob acusações de terrorismo e conspiração, muitas vezes enquanto entravam no país como turistas. A estratégia de Maduro envolve a detenção de estrangeiros para obter vantagens em negociações internacionais, como a suspensão de sanções dos Estados Unidos.

Em um relato detalhado ao *The New York Times*, os americanos descreveram espancamentos, agressões com spray de pimenta e o confinamento em celas de concreto. Um dos ex-detentos liderou uma rebelião, batendo nas paredes e incitando outros presos a protestar por liberdade.

A libertação dos seis americanos ocorreu após uma visita do enviado especial do governo Trump, Richard Grenell, a Caracas. A ação gerou críticas, com questionamentos sobre a legitimação do ditador Nicolás Maduro. O Departamento de Estado informou que trabalha para a libertação dos nove americanos que ainda estão presos na Venezuela.

A Venezuela detém, ao todo, pelo menos 68 estrangeiros, incluindo espanhóis, alemães e argentinos, além de cerca de 900 presos políticos venezuelanos. A estratégia de Maduro visa pressionar líderes globais a atenderem às suas demandas, como o reconhecimento de sua liderança e o fim das sanções.

Entre os detidos que permanecem na Venezuela estão Jonathan Pagan, proprietário de uma padaria, e Joseph St. Clair, veterano da Força Aérea que buscava tratamento para TEPT. Familiares dos detidos expressam preocupação com a saúde e o bem-estar dos seus entes queridos.

Os ex-detentos relataram que a prisão Rodeo 1 era comandada por um homem conhecido como “Tubarão”, e os guardas usavam pseudônimos. A experiência na prisão deixou marcas físicas e psicológicas nos ex-detentos, que agora se adaptam às suas novas vidas.

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