As tensões em Sudão do Sul aumentaram após a prisão do vice-presidente Riek Machar em 26 de março. Seu partido, o SPLM-IO, afirmou que isso pode levar ao colapso do acordo de paz de 2018, que encerrou um conflito que causou 400 mil mortes e 2,5 milhões de deslocados desde a independência em 2011. O conflito atual começou no início de março, quando a milícia White Army, que apoia Machar, teve confrontos com o exército em Upper Nile e tomou uma base militar. A situação se agravou com a prisão de Machar e seus aliados, acusados de incitar uma rebelião.
Embora Machar tenha sido reintegrado ao governo como parte do acordo de paz, muitos aspectos desse acordo não foram cumpridos, como a unificação das forças armadas. A criação de um tribunal para julgar os responsáveis pela violência também não aconteceu. A instabilidade na região, incluindo a guerra no Sudão vizinho, e a presença de vários grupos armados aumentam as preocupações sobre um novo conflito. Recentemente, tropas do Uganda foram enviadas para apoiar o exército sul-sudanês, enquanto a União Africana tentou mediar a crise, mas sem sucesso até agora.
Tensões crescentes em Sudão do Sul, culminando na prisão do vice-presidente Riek Machar em 26 de março, levantam preocupações sobre a possibilidade de uma nova guerra civil. O partido de Machar, o Movimento de Libertação do Povo do Sudão na Oposição (SPLM-IO), afirmou que sua prisão domiciliar “efetivamente traz… ao colapso” o frágil acordo de paz de 2018, que encerrou cinco anos de conflitos. Desde a independência em 2011, Sudão do Sul, um dos países mais pobres do mundo, já enfrentou uma guerra civil que resultou em cerca de 400 mil mortes e 2,5 milhões de deslocados.
O atual conflito começou no início de março, quando a milícia White Army, aliada a Machar, colidiu com o exército em Upper Nile e tomou uma base militar em Nasir. Um helicóptero da ONU que tentava evacuar tropas foi atacado, resultando em várias mortes, incluindo um general do exército. A prisão de Machar e seus associados, acusados de incitar uma rebelião, ocorreu quase três semanas após esses eventos. O vice-líder do SPLM-IO, Oyet Nathaniel Pierino, declarou que a perspectiva de paz e estabilidade no país está “seriamente ameaçada”.
Embora Machar tenha sido reintegrado ao governo de unidade como parte do acordo de paz, muitos aspectos do acordo não foram implementados, especialmente a unificação das forças armadas. O plano previa a formação de um exército nacional unificado com 83 mil soldados, mas a desmobilização de milícias ainda não ocorreu. Além disso, a criação de um tribunal para julgar os responsáveis pela violência não foi realizada, em parte devido à relutância de líderes governamentais em enfrentar possíveis processos.
A situação é ainda mais complicada pela instabilidade na região, incluindo a guerra no Sudão vizinho. O chefe da missão da ONU em Sudão do Sul, Nicholas Haysom, alertou que o país está “à beira de uma nova guerra civil”. A presença de múltiplos grupos armados e a incerteza sobre o futuro político, com eleições adiadas, aumentam as preocupações sobre um possível retorno ao conflito. Recentemente, tropas do Uganda foram enviadas para apoiar o exército sul-sudanês, enquanto a União Africana tentou mediar a crise, mas sem sucesso até o momento.
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