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Putin e Trump: paralelos entre a destruição da ordem global e suas consequências

Putin e Trump: dois líderes em rota de colisão com a ordem global, cada um à sua maneira, mas ambos ameaçando a estabilidade internacional.

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A invasão da Ucrânia pela Rússia, que começou em 2022, foi vista por Vladimir Putin como uma ação rápida, mas se transformou em um conflito prolongado, resultando em muitas mortes e tornando a Rússia um pária internacional. O que Putin queria, que era uma Ucrânia neutra e uma Otan em retirada, teve o efeito contrário, com a Suécia e a Finlândia se juntando à aliança militar ocidental, rompendo décadas de neutralidade. Ao mesmo tempo, a postura agressiva do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, em relação ao comércio global tem gerado preocupações. Trump, que se sente ressentido com a ordem liberal internacional, busca subordinar aliados em vez de formar parcerias, afirmando que líderes estrangeiros estão “me beijando o traseiro” para conseguir acordos comerciais. As tarifas que ele impôs, as mais altas desde o século dezenove, não só quebram acordos comerciais, mas também mostram uma mudança na posição dos EUA como garantidores da estabilidade econômica global. As declarações contraditórias de seus assessores aumentam a incerteza entre os parceiros comerciais, levando a uma perda de confiança e mudanças nas cadeias produtivas. A estratégia de Trump é semelhante à de Putin ao tentar derrubar um sistema que considera limitador, mas enquanto Putin age como autocrata, Trump ainda opera dentro de uma democracia. O risco é que a destruição da ordem liberal internacional ocorra não por meio de um conflito aberto, mas por um processo contínuo de erosão, que pode levar a um colapso voluntário da influência americana no cenário global.

A invasão da Ucrânia pela Rússia, iniciada em 2022, foi inicialmente considerada por Vladimir Putin como uma ação rápida. No entanto, o conflito se prolongou, resultando em centenas de milhares de baixas e transformando a Rússia em um pária internacional. O que Putin desejava — uma Ucrânia neutra e uma Otan em retirada — teve o efeito oposto, com a adesão da Suécia e da Finlândia à aliança militar ocidental, rompendo décadas de neutralidade.

Enquanto isso, a postura agressiva do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao comércio global tem gerado preocupações. Trump, que expressa um ressentimento em relação à ordem liberal internacional, busca subordinar aliados em vez de formar parcerias. Ele afirmou que líderes estrangeiros estão “me beijando o traseiro” em busca de acordos comerciais, o que reflete sua abordagem unilateral e descompromissada.

As tarifas impostas por Trump, as mais altas desde o século dezenove, não apenas rompem com acordos comerciais, mas também simbolizam uma mudança na posição dos Estados Unidos como garantidores da estabilidade econômica global. As declarações contraditórias de seus assessores sobre a natureza dessas tarifas aumentam a incerteza entre os parceiros comerciais, levando a uma erosão da confiança e reconfiguração das cadeias produtivas.

A estratégia de Trump se assemelha à de Putin ao tentar desmantelar um sistema que considera limitador. No entanto, enquanto Putin age como autocrata, Trump ainda opera dentro de uma democracia. O risco é que a destruição da ordem liberal internacional ocorra não por meio de um conflito aberto, mas por um processo contínuo de corrosão, que pode culminar em um colapso voluntário da influência americana no cenário global.

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