O governo dos Estados Unidos deu um prazo de 72 horas para que o embaixador sul-africano em Washington, Ebrahim Rasool, deixe o país, após ser declarado “persona non grata” pelo secretário de Estado, Marco Rubio. A informação foi confirmada por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da África do Sul, que lamentou a situação. […]
O governo dos Estados Unidos deu um prazo de 72 horas para que o embaixador sul-africano em Washington, Ebrahim Rasool, deixe o país, após ser declarado “persona non grata” pelo secretário de Estado, Marco Rubio. A informação foi confirmada por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da África do Sul, que lamentou a situação. Rubio acusou Rasool de ser um “político racista que odeia a América” e o presidente Donald Trump, em um contexto de crescente tensão entre os dois países.
A declaração de persona non grata é um instrumento diplomático que indica que um representante oficial não é mais bem-vindo, podendo resultar em sua expulsão. O embaixador estava prestes a se reunir com autoridades da Casa Branca, o que, segundo o porta-voz sul-africano Chrispin Phiri, anula avanços nas relações bilaterais. A África do Sul tem enfrentado críticas dos EUA, especialmente desde o retorno de Trump, que a acusa de discriminação contra brancos em suas políticas de reforma agrária.
A crise se intensificou após Trump congelar a ajuda americana à África do Sul, alegando que o governo sul-africano estava confiscando terras de agricultores brancos. A nova lei de expropriação, aprovada em janeiro, visa corrigir desigualdades históricas, mas é vista por Trump e seus aliados como uma forma de discriminação racial. A presidência sul-africana classificou a expulsão de Rasool como “lamentável” e “sem precedentes”, destacando a necessidade de diálogo nas relações diplomáticas.
O contexto da expulsão inclui a crítica de Rasool às políticas de Trump e a alegação de que o ex-presidente mobiliza um movimento de supremacia branca. A África do Sul, que possui uma população majoritariamente negra, enfrenta desafios significativos em relação à propriedade da terra, onde 80% da população negra detém apenas 4% das terras agrícolas. A situação reflete as tensões raciais e políticas que ainda permeiam a sociedade sul-africana, exacerbadas por intervenções externas e discursos polarizadores.
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