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Trump inicia governo com agenda anticlimática e expansão de combustíveis fósseis

- Donald Trump reverteu políticas climáticas de Joe Biden, incluindo o Acordo de Paris. - Ele declarou emergência energética priorizando combustíveis fósseis e energia nuclear. - A suspensão de programas de energia renovável pode gerar disputas legais significativas. - O American Climate Corps, criado por Biden, foi dissolvido por Trump rapidamente. - Críticos alertam que ações de Trump podem aumentar a influência de países como a China.

O presidente Donald Trump iniciou sua nova administração com uma série de ordens executivas que visam reverter políticas implementadas por seu antecessor, Joe Biden, e aumentar a extração de combustíveis fósseis. Em um movimento rápido, Trump excluiu medidas climáticas da agenda da Casa Branca e adiou seminários sobre o tema, além de prometer desmantelar a […]

O presidente Donald Trump iniciou sua nova administração com uma série de ordens executivas que visam reverter políticas implementadas por seu antecessor, Joe Biden, e aumentar a extração de combustíveis fósseis. Em um movimento rápido, Trump excluiu medidas climáticas da agenda da Casa Branca e adiou seminários sobre o tema, além de prometer desmantelar a Federal Emergency Management Agency (FEMA). “Tudo isso está acontecendo muito rápido”, afirma Michael Burger, diretor do Sabin Center for Climate Change Law.

Entre as ações mais significativas, Trump anunciou a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris, um tratado global para controle de emissões de gases de efeito estufa. Essa decisão, que torna os EUA o único país a abandonar o acordo duas vezes, poderá ter repercussões nas negociações climáticas internacionais, especialmente em relação à China. Além disso, o presidente revogou o plano de Financiamento Climático Internacional, que destinava bilhões para ajudar outros países a enfrentar os impactos climáticos.

Trump também ordenou uma pausa de 90 dias em programas relacionados à energia, focando principalmente em iniciativas de energia renovável. Essa pausa permitirá que as agências revisem gastos sob as leis de Redução da Inflação e de Investimentos e Empregos em Infraestrutura. “Algumas garantias de empréstimo e contratos federais podem estar em vigor há um tempo significativo”, observa Keith Martin, advogado da Norton Rose Fulbright.

Outra medida notável foi a declaração de uma emergência energética nacional, priorizando combustíveis fósseis e energia hidrelétrica. Essa ação, considerada uma “farsa” por Alan Krupnick, membro da Resources for the Future, pode permitir que órgãos federais ignorem danos ambientais em projetos de energia. Além disso, Trump suspendeu a proibição de novas licenças de exportação de gás natural liquefeito e revogou proibições de arrendamento de petróleo e gás offshore, sinalizando uma clara mudança na política energética dos EUA.

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