Donald Trump, em seu retorno à presidência dos Estados Unidos, apresenta uma postura ambígua em relação à China, conforme avalia Roberto Dumas, professor de economia chinesa do Insper. Embora tenha feito promessas de taxação a países como Canadá e México, sua abordagem em relação à China não é tão clara. Trump sinalizou a intenção de […]
Donald Trump, em seu retorno à presidência dos Estados Unidos, apresenta uma postura ambígua em relação à China, conforme avalia Roberto Dumas, professor de economia chinesa do Insper. Embora tenha feito promessas de taxação a países como Canadá e México, sua abordagem em relação à China não é tão clara. Trump sinalizou a intenção de impor tarifas de 10% sobre produtos chineses a partir de fevereiro, após uma ligação considerada “muito boa” com o presidente Xi Jinping. Dumas questiona se o foco de Trump é realmente a China ou as contas externas dos EUA.
Enquanto isso, a Rússia vê a presidência de Trump como uma oportunidade para uma nova era de cooperação com o Ocidente. Kirill Dmitriev, chefe do fundo soberano da Rússia, acredita que a liderança de Trump pode desbloquear crescimento econômico e transformar desafios globais em oportunidades de diálogo. O presidente Vladimir Putin também expressou abertura para reconstruir relações com os EUA, destacando a importância de um contato direto com a nova administração.
Trump, por sua vez, mantém um tom beligerante, atacando aliados e adversários. Ele afirmou que outros países precisam dos EUA mais do que o contrário e criticou a liderança de Putin na guerra na Ucrânia. Além disso, ele cancelou o acesso a informações sigilosas para ex-altos funcionários das agências de inteligência, em uma ação que reflete sua postura de confrontação. Essa atitude pode ser vista como uma vingança por acusações de desinformação que afetaram sua campanha.
Na China, Xi Jinping reafirmou a importância das relações com a Rússia em uma videoconferência com Putin, destacando a necessidade de aprofundar a coordenação estratégica entre os dois países. Ambos os líderes expressaram a intenção de fortalecer laços em meio a tensões com os EUA. Xi também se comprometeu a elevar as relações bilaterais a “novos patamares”, enfatizando a estabilidade e a resiliência dos laços sino-russos como fundamentais para enfrentar incertezas externas.
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