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Mais de 1.300 mortes mensais na Inglaterra por longas esperas em urgência

Mais de 1.300 mortes mensais na Inglaterra ligadas a longas esperas em A&E, alertam especialistas e exigem soluções estruturais

More than 300 deaths were linked to long waits every week in 2025, up from 30 in 2015, according to the analysis.
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  • Mais de 1.300 pacientes por mês na Inglaterra morrem sem necessidade devido a esperas longas em A&E, aumento de dez vezes em uma década.
  • Em 2025 houve mais de 300 mortes ligadas a longos tempos de espera por semana, frente a 30 por semana em 2015; estimativa total de óbitos excedentes foi de 15.860 no ano.
  • A Royal College of Emergency Medicine usa estudo de mais de 5 milhões de pacientes do NHS (2021) para calcular óbitos excedentes, com risco aumentando após cinco horas de espera.
  • Médicos alertam que a crise não recebe foco político suficiente e pedem soluções estruturais, incluindo investimento em leitos hospitalares e na força de enfermagem.
  • Governo diz que as esperas continuam sendo problema, investindo mais de £ 215 milhões em 40 novos ou ampliados centros de cuidado emergencial e centrando ações em trusts com piores níveis de “corridor care”.

Mais de 1.300 pacientes por mês na Inglaterra morrem sem necessidade devido a longos tempos de espera na A&E, aponta levantamento. A taxa cresce de modo expressivo na última década, segundo a Royal College of Emergency Medicine (RCEM).

A RCEM estima 15.860 óbitos excessivos em 2025 relacionados às longas esperas. Em 2015 foram 1.657, número que subiu quase dez vezes. Em 2024 foram registradas 16.644 mortes nesse contexto, com leve queda neste ano.

O estudo de referência usa dados de mais de 5 milhões de pacientes do NHS, publicado em 2021 no Emergency Medicine Journal. Revela que há óbito excedente a cada 72 pacientes com oito a 12 horas de espera por leito.

O presidente da RCEM, Dr. Ian Higginson, afirmou que a falta de planejamento efetivo agrava o problema. Ele ressaltou que pacientes chegam às emergências em estado de necessidade e não recebem atendimento adequado por lotação.

Contexto e números

Higginson criticou a falta de ações políticas contínuas diante das mortes ligadas às longas estadias. O médico disse que o foco deveria ser nos pacientes que mais precisam, não em melhorias pequenas de indicadores.

A presidente da Royal College of Nursing, Profª Nicola Ranger, classificou o quadro como catástrofe não tratada. Ela pediu soluções sistêmicas, incluindo mais leitos, fortalecimento da força de enfermagem e melhor acesso à atenção primária.

A presidente da Society for Acute Medicine, Dra. Vicky Price, descreveu as fatalidades como uma vergonha nacional. A superlotação de A&E foi destacada como fator recorrente e preocupante.

O Departamento de Saúde e Destino Social (Health and Social Care) afirmou que é inaceitável esperar por atendimento emergencial. Anunciou investimento de mais de £215 milhões em 40 centros de atendimento de urgência para reduzir a pressão.

O governo informou ainda que equipes especializadas atuam em trusts com piores índices de “corridor care”, com o objetivo de eliminar esse tipo de atendimento precário.

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