- Caroline Marland, ex‑diretora de publicidade do Guardian e pioneira na Fleet Street, morre aos 80 anos.
- Foi a primeira mulher a ocupar esse cargo na imprensa londrina e reconheceu o potencial dos classificados.
- Passou 24 anos no Guardian, saindo em 2000, e ajudou a ampliar a participação de anúncios de recrutamento.
- Formou talentos que atingiram posições de liderança, como Carolyn McCall e Sly Bailey.
- Morreu após um acidente de carro; deixa três enteados.
Caroline Marland, executiva que abriu caminhos na imprensa britânica, morreu aos 80 anos. A informação foi confirmada pela imprensa hoje, após um acidente de carro em que esteve envolvida. Ela foi pioneira ao tornar-se diretora de publicidade da Fleet Street, cargo ocupado numa época dominada por homens.
Marland iniciou a carreira em 1969, vendendo anúncios por telefone para o Yorkshire Post, antes de seguir para o Times. Em 1976, encontrou na Guardian sua casa de longas datas, assumindo a gestão de classificados e impulsionando o papel comercial do jornal.
Ao longo de 24 anos na Guardian, até sua saída em 2000, Marland liderou uma estratégia de expansão de anúncios classificados, elevando a participação do Guardian no mercado de recrutamento do Reino Unido. Sua visão ajudou a diversificar as secções editoriais com espaços regulares para publicidade em áreas como mídia, educação e sociedade.
Trajetória pioneira
Ela tornou-se a primeira diretora de publicidade da Fleet Street, destacando-se por entender o potencial dos classificados. Essa atuação elevou a presença comercial da Guardian e reforçou a reputação do jornal entre anunciantes.
Entre as mudanças implementadas, houve a criação de equipes e programas para desenvolver talentos internos, incluindo futuras líderes no setor. A deputy de Marland, Carolyn McCall, tornou-se diretora executiva do Guardian Media Group e, posteriormente, dirigente da ITV.
Legado e contexto
A diretora-chefe da Guardian, Katharine Viner, reconheceu a influência de Marland na trajetória da revista, destacando a combinação de resultados fortes com apoio às mulheres. O ex-editor Alan Rusbridger descreveu-a como figura crucial para as áreas comerciais da Guardian.
Marland era casada com o ex-deputado Conservador Paul Marland, falecido em 2021; ela afirmou que o vínculo não influenciava a gestão comercial do jornal. A filha, Sarah Clothier, descreveu a mãe como enérgica, inspiradora e inesquecível, que abriu caminho para várias gerações de profissionais.
Ela deixa três enteados, Alexander, Lara e Lucinda. O falecimento ocorreu após o envolvimento da polícia em um acidente de carro, segundo informações divulgadas pela família e pela imprensa.
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