- A Football Association iniciou uma investigação de proteção de menores há três anos, após uma denúncia não relacionada ao futebol, e desde 2023 Sullivan tem restrições de contato com as equipes femininas e de base do West Ham.
- Sullivan afirma, por meio de advogados, que o acordo é “negociado e temporário” e que a queixa anônima de 1981 nunca ocorreu.
- O magnata anunciou sua renúncia como diretor e co-presidente do West Ham, mas mantém participação acionária, podendo ser obrigado a vender conforme regulador.
- Uma investigação conjunta do BBC e do Times acusa Sullivan de abusar de poder e assediar mulheres, com sete mulheres relatando condutas desde os anos oitenta e noventa.
- O regulador do futebol descreve as acusações como “extremamente sérias”; o West Ham afirma ter medidas de proteção robustas, enquanto a FA não comenta casos específicos.
David Sullivan está com restrição de contato com as equipes femininas e de base do West Ham desde 2023, em meio a uma apuração de proteção de menores. A investigação da Football Association começou há cerca de três anos após uma denúncia, segundo o Guardian, relacionada a uma alegação de mau comportamento sexual não ligada ao futebol.
O empresário britânico, maior acionista do clube, afirmou por meio de advogados que as limitações configuram um acordo temporário e negociado. Ele acrescentou que a apuração envolve uma queixa anônima única de um episódio ocorrido em 1981, que ele nega ter acontecido.
Sullivan, de 77 anos, pediu afastamento como diretor e co-presidente do West Ham, anunciado no sábado antes da divulgação de uma apuração conjunta da BBC e do Times com acusações de abuso de poder e assédio. Ele mantém participação acionária, mas pode ser obrigado a vendê-la pela regulação do futebol.
A polícia e o regulador esportivo descrevem as acusações como extremamente graves, com relatos envolvendo mulheres que teriam enfrentado pressões para manter relações sexuais durante atividades profissionais. Sullivan nega categoricamente as acusações, que, segundo veículos britânicos, envolvem mulheres jovens.
Em nota divulgada nesta quarta-feira, Sullivan disse que as informações da imprensa sobre um acordo com a FA foram incorretas, e que o acordo buscava impedir encontros um a um com atletas até a conclusão de uma queixa anônima de 1981, sem relação com seu tempo no futebol. Ele afirmou ter aceitado a restrição para evitar complicações.
O governo britânico reagiu às revelações, com a secretária de Cultura, Meios e Esportes, descrevendo o caso como alarmante. Ela solicitou explicação clara da FA sobre como as acusações foram tratadas e por que não houve ação adicional.
Um porta-voz do West Ham afirmou que o clube não comenta casos individuais, mas reiterou que o clube adota medidas de proteção robustas, com auditorias anuais independentes. A FA não esclareceu se a apuração foi encerrada, ressaltando que investiga casos sob sua jurisdição e que atua para proteger crianças e pessoas vulneráveis.
Entre na conversa da comunidade