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Casillas processa Porto por indenização de R$ 22 milhões por infarto em treino

Ex-goleiro Iker Casillas processa o Porto, cobra 3,7 milhões de euros por infarto em treino e aponta sequelas que limitam a capacidade de trabalho

Casillas sofreu infarto quando jogava pelo Porto — Foto: REUTERS/Miguel Vidal
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  • Casillas processa o Porto e pede indenização de 3,7 milhões de euros (cerca de R$ 22 milhões) por infarto durante treino em maio de 2019.
  • O ex-goleiro afirma ter sofrido o ataque por “esforço excessivo” e diz ter sofrido sequelas: só consegue percorrer 20 a 50 metros.
  • Ele não retornou aos gramados e encerrou a carreira em 2020; falou em audiência no Palácio da Justiça do Porto.
  • O médico do clube, na época, disse que Casillas estava estável e que o problema seria independente do esforço durante jogos e treinos.
  • Casillas recebeu 1,5 milhão de euros de seguradora na ocasião; o Porto afirmou ter pago o salário integral durante a licença.

O ex-goleiro Iker Casillas acionou o Porto na Justiça, alegando que o infarto que sofreu em maio de 2019 ocorreu por “esforço excessivo” durante treinamento. Ele busca uma indenização de 3,7 milhões de euros (aprox. R$ 22 milhões). O processo tramita na Justiça do Porto.

Casillas afirma ter ficado incapacitado para o trabalho e revela sequelas significativas. Desde o episódio, o atleta encerrou a carreira em 2020 e não retornou aos gramados. Em depoimento, disse que consegue apenas caminhar curtas distâncias.

Durante uma audiência no Palácio da Justiça do Porto, o ex-jogador descreveu limitações, dizendo que, mesmo treinando de forma leve, só consegue percorrer entre 20 e 50 metros. A defesa sustenta que o episódio está ligado ao esforço no clube.

O Porto informou que pagou integralmente o salário de Casillas durante o período de licença e que o goleiro recebeu 1,5 milhão de euros de seguradora na época do infarto. A administração do clube afirma ter cumprido suas obrigações contratuais.

Casillas atuou pelo Porto nas últimas quatro temporadas de sua carreira, somando 156 partidas pelo clube português. O caso envolve questões de responsabilidade e de eventual nexo causal entre o treinamento e o infarto.

Contexto médico e percurso profissional

A defesa do ex-jogador contesta, afirmando que o ataque cardíaco ocorreu no contexto de treinamento, enquanto o médico do Porto, à época, classificou o estado como estável e sem relação direta com o esforço esportivo. A avaliação clínica foi parte importante do debate processual.

Próximos desdobramentos

O processo tramita com foco em identificar eventual responsabilidade do clube e dificuldades de recuperação de Casillas. Não há conclusão anunciada sobre o desfecho financeiro ou jurídico ainda. O caso permanece em andamento.

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