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Desinteresse dos EUA pela Copa persiste, aponta pesquisa

Pesquisa nos EUA aponta desinteresse pela Copa do Mundo, com maioria improvável de assistir e desconhecimento de Messi, mesmo com o torneio sediado no país

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  • Mais da metade dos adultos nos Estados Unidos não pretende assistir aos 104 jogos do Mundial na TV; apenas 13% têm certeza de que vão acompanhar.
  • A empolgação varia por idade: a Geração Z mostra maior interesse, enquanto os Baby Boomers, com 60 a 70 anos, têm menos entusiasmo e cerca de metade nunca ouviu falar de Lionel Messi.
  • Quase 40% dos entrevistados afirmaram não ter ouvido nada sobre a Copa; apenas um quarto disse ter aprendido algo sobre o torneio.
  • Cerca de 30% disseram que os altos preços dos ingressos são uma das principais preocupações, acompanhadas por investigações e pedidos de reduções.
  • Grandes marcas investem em publicidade, com Coca-Cola como referência de reconhecimento, seguida por Nike e Adidas; sinais de demanda fraca surgem antes do início do torneio, como queda de metas de algumas empresas.

Mais da metade dos adultos nos EUA não pretende acompanhar os 104 jogos da Copa do Mundo, mesmo com o torneio sendo realizado pela primeira vez neste país em três décadas. A pesquisa, realizada pela Morning Consult para a Bloomberg, mostra um cenário de desinteresse generalizado.

Somente 13% dos entrevistados disseram ter certeza absoluta de que assistirão aos jogos. A pesquisa foi realizada no final de maio com cerca de 2.000 pessoas e aponta variações significativas entre faixas etárias.

A geração Z aparece mais entusiasmada, enquanto os Baby Boomers demonstram menor interesse. Entre os mais velhos, 75% afirmaram não ser fãs de futebol e cerca de metade nunca ouviu falar de Lionel Messi.

Quase 40% dos americanos não tinham ouvido falar absolutamente nada sobre o torneio. Apenas 25% disseram ter aprendido algum conteúdo sobre a Copa, o que contrasta com a cobertura de marketing em alta escala.

Os custos de ingressos aparecem entre as principais preocupações. Aproximadamente 30% dos entrevistados citaram esse aspecto, com investigações estaduais e pedidos de redução feitos por membros do Congresso.

Grupos de marcas apostam alto na promoção. McDonald’s, Verizon, Coca-Cola, Nike e Adidas contam com ações de publicidade, ligadas a transmissões pela Fox e pela Telemundo, nos EUA.

Entre os dados de conscientização corporativa, Coca-Cola ocupa o topo, seguido por Nike. Adidas aparece logo atrás, enquanto a Nike não é parceira oficial da FIFA, mas mantém acordos com seleções relevantes.

Antes do início, sinais de demanda menor foram observados. Uma companhia aérea argentina reduziu voos voltados a turistas da Copa, e anfitriões de Airbnb nas cidades-sede ficaram preocupados com o interesse em seus anúncios.

No início de junho, Shake Shack, que não é patrocinadora oficial, revisou para baixo sua projeção de vendas, citando menor impacto da Copa nas lojas. Rob Lynch, CEO, comentou quedas de turismo em grandes cidades.

A pesquisa aponta que quase 60% das famílias não pretendem gastar com a Copa, incluindo ingressos, consumo fora de casa e mercadorias. O levantamento ressalta o desafio de manter interesse anterior ao torneio.

— Com a ajuda de Daniela Sirtori.

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