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Sexismo e assédio barram mulheres de carreiras no esporte, dizem parlamentares

Sexismo e assédio afastam mulheres de cargos de liderança no esporte, reduzindo o talento disponível e mantendo o domínio masculino

Hannah Dingley, girls’ head of academy at Manchester City Football Club, said she was only offered jobs teaching the under-9s.
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  • Parlamentares disseram que o sexismo e o assédio ainda afastam mulheres de carreiras no esporte, com treinadoras sendo frequentemente negligenciadas, subestimadas e sem oportunidades, mesmo com qualificação.
  • Uma em cada cinco treinadoras relatou assédio ou bullying, em meio à falta de políticas e sanções que desincentivam denúncias.
  • Mulheres qualificadas são muitas vezes movidas para cargos juniores, conforme relatos de profissionais como Hannah Dingley.
  • Apesar do crescimento do esporte feminino, as mulheres representam cerca de um quarto das posições de treino em programas financiados pelo esporte do Reino Unido, com quedas entre 2022 e 2024, sobretudo entre 18 e 34 anos.
  • Pesquisas apontam lacuna de gênero em alto rendimento, com relatos de ausência de treinadoras-chefes em times nacionais femininos de rugby e críticas sobre a necessidade de mais mulheres em posições de liderança.

O Comitê de Mulheres e Igualdade do Parlamento do Reino Unido ouve relatos de que o sexismo e o assédio mantêm mulheres fora de cargos de destaque no esporte. Especialistas afirmaram que esse ambiente hostil persiste, mesmo com avanços no interesse por esportes femininos.

Segundo fontes ouvidas pelo comitê, as treinadoras são frequentemente ignoradas, subutilizadas e impedidas de evoluir na carreira, independentemente das qualificações. O temor de retaliação e a falta de políticas claras dificultam a denúncia.

A sessão inicial da investigação intitulada Beyond Participation: Routes into Sport for Girls and Women marcou o debate sobre caminhos para meninas e mulheres no esporte. Pesquisas apontam impactos além das trajetórias individuais.

Dados apresentados indicam que uma em cada cinco treinadoras afirmou ter vivenciado assédio ou bullying. A prevalência reflete preconceitos que influenciam quem é confiado, promovido e ouvido na prática esportiva.

Relatos incluem situações diárias de machismo entre pais, colegas homens e outras figuras ligadas ao esporte. A percepção de melhoria é limitada, e as denúncias têm aumentado, ainda que sem políticas e sanções consistentes.

Participantes destacaram que mulheres qualificadas são preteridas por homens com menos experiência em cargos superiores. O caso de treinadoras em academias de clubes foi citado como exemplo de barreiras a progressões.

Empresas e entidades de referência apontam queda de participação feminina na coaching. Entre 2022 e 2024, houve recuo de 10% em esportes de base e de 6% no nível de elite, com maior retração entre jovens de 18 a 34 anos.

Pesquisas nacionais destacam que assédio, bullying e discriminação continuam levando mulheres a deixar a atuação como treinadoras. Muitas relataram sentir-se desprotegidas em ambientes dominados por homens.

Indicadores de rugby e futebol sugerem lacunas de liderança feminina em alto desempenho. Relatos de pesquisas indicam ausência de treinadoras-chefes em equipes e na atuação internacional de Inglaterra.

Nomes de destaque no futebol feminino aparecem no debate, incluindo ex-treinadoras que apontam o papel de privilégios masculinos na cultura esportiva do país. O tema envolve mudanças estruturais e demandas por maior representatividade.

Em meio às discussões, figuras como a atual gestão de seleções femininas enfatizam a necessidade de equilíbrio de gênero para ampliar o pool de talentos e inspirar novas gerações. O comitê continua apurando dados e evidências.

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