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Como a FIFA reinventou os gramados para a Copa de 2026

Projeto de gramados da Copa de 2026 busca uniformizar o comportamento da grama entre estádios de três países, com investimento de US$ 5 milhões

Estádios receberam grama natural para a Copa
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  • A FIFA investiu mais de US$ cinco milhões para padronizar o gramado em 16 estádios de três países ( EUA, Canadá e México) e torná-lo equivalente apesar de climas distintos.
  • O objetivo é fazer todos os campos jogarem do mesmo jeito, aumentando uniformidade entre estádios abertos, cobertos e em diferentes altitudes.
  • A tecnologia principal usa sod-on-plastic, gramado cultivado sobre plástico com camada de areia, que facilita transporte e instalação sem danificar as raízes.
  • Centros de pesquisa passaram a monitorar parâmetros como crescimento, absorção de impacto, tração e umidade, transformando estádios em extensões de laboratório.
  • Além da Copa de 2026, a iniciativa já inspira mercados fora da América do Norte, incluindo o Brasil, que sediará a próxima Copa do Mundo Feminina, e chamou atenção na Europa.

A FIFA investiga uma solução para padronizar o gramado de 16 estádios distribuídos entre EUA, Canadá e México para a Copa do Mundo de 2026. A meta é assegurar condições de jogo idênticas, independentemente do clima, altitude ou estádio. O projeto envolve universidades, produtores rurais, empresas de tecnologia e a própria FIFA.

O estudo, liderado por John Sorochan, da University of Tennessee, e pela Michigan State University, recebeu mais de US$ 5 milhões em investimentos. A iniciativa visa gerar um sistema de gramado que funcione de forma similar em diferentes condições, sem comprometer o desempenho da bola ou a segurança dos atletas.

O desafio principal é a uniformidade. Jogos ocorrerão em estádios com diferentes características, desde arenas abertas até ambientes cobertos e com variedas temperaturas. A equipe busca que todos os campos apresentem comportamento semelhante, independentemente da cidade.

O que mudou na produção

A técnica sod-on-plastic, cultivando gramado sobre uma camada plástica com areia, é o coração do projeto. O método facilita o transporte do gramado como tapete, reduz o tempo de instalação e mantém a raiz protegida. A adaptação para a Copa envolve cortes diários e sensores para monitorar o plantio até a instalação final.

Do laboratório aos estádios

Centros de pesquisas converteram várias arenas em laboratórios reais. Em estádios com pouca luz, foram criadas rotinas de iluminação artificial e protocolos específicos para manter o gramado saudável. O objetivo é replicar condições ideais de crescimento ao longo do ano.

O projeto também prevê uso de estruturas plásticas chamadas Permavoid para drenagem. Em testes, camadas de areia menor resultaram em desempenho semelhante ao de sistemas tradicionais, com o benefício de reduzir o peso e facilitar montagem e desmontagem.

Perspectivas e impactos

Estimativas indicam a produção de cerca de 142 quilômetros de tapetes de grama para a Copa. Parte da entrega envolve caminhões refrigerados para preservar a qualidade ao longo do trajeto até os estádios. Além do futebol, a tecnologia pode ampliar aplicações em outras modalidades esportivas e no agronegócio.

A iniciativa gerou interesse internacional, incluindo Brasil, que sediará a próxima Copa do Mundo Feminina, e mercados europeus. A expectativa é ampliar o fornecimento de gramados esportivos e diversificar a atuação de produtores especializados.

Legado e continuidade

Especialistas destacam que o legado vai além da Copa. O investimento expandiu laboratórios, acelerou metodologias e abriu possibilidades de pesquisas que poderiam levar décadas para chegar ao mercado. A percepção entre pesquisadores e dirigentes é de que o impacto positivo da FIFA excede o futebol.

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