- A Advertising Standards Authority (ASA) do Reino Unido vetou dois anúncios no Instagram com Harry Kane e Erling Haaland por serem considerados “irresponsáveis”, ligados a site de apostas.
- A ASA informou que Kane e Haaland têm forte apelo junto de menores de 18 anos, o que violaria o código de publicidade.
- A Oddschecker alegou que as imagens eram editorialais e não anúncios, com a conta configurada para maior de 18; a ASA não aceitou.
- A Cyan Blue Odds Ltd afirmou reconhecer o risco de atrair crianças e que a conta já estava restrita a maiores de 18, mas a defesa não foi aceita.
- Em outra investigação, a ASA não encontrou violação em um anúncio envolvendo Thierry Henry, considerado improvável de atrair fortemente menores de 18 anos.
A Advertising Standards Authority (ASA), órgão regulador de publicidade do Reino Unido, proibiu dois anúncios no Instagram que promoviam apostas online. As peças mostravam os jogadores Harry Kane, Erling Haaland e eram consideradas de “forte apelo” para menores de 18 anos. A decisão envolve a Cyan Blue Odds Ltd, que opera a Oddschecker, e ocorreu após avaliação das regras do código publicitário.
Segundo a ASA, mesmo com a conta configurada para maiores de 18, houve um “número significativo” de crianças que não usava a data de nascimento correta ao se cadastrar no Instagram, facilitando o alcance dos anúncios. As peças foram retiradas das plataformas da Oddschecker, segundo o regulador.
A Cyan Blue Odds afirmou reconhecer o potencial de atrair público jovem ao usar grandes jogadores e informou ter ajustado a conta para restrição de idade. Contudo, a ASA manteve a conclusão de que as postagens configuraram propaganda de jogo com alto risco de apelo a menores.
Decisão sobre a campanha
Em outro caso de avaliação simultânea, a ASA informou que um anúncio com Thierry Henry, ex-jogador do Arsenal e atualmente analista, não violou as regras. A agência entendeu que Henry não teria apelo significativo junto a menores de 18 anos.
A entidade reguladora reforçou a necessidade de clareza na distinção entre conteúdo editorial e publicidade em redes sociais. A decisão segue para orientar plataformas e anunciantes sobre critérios de vetting de público.
Entre na conversa da comunidade