- Em 12 de junho de 2011, no Circuito Gilles Villeneuve, o GP do Canadá ficou conhecido como a corrida mais longa da Fórmula 1, com 4h04min39s537 e 70 voltas, em meio a chuva intensa, acidentes e bandeira vermelha.
- Jenson Button teve uma das performances mais improváveis da carreira: caiu para a última posição após toque com Lewis Hamilton, recebeu drive-through, passou por seis paradas nos boxes e venceu na relargada final.
- Na volta decisiva, Button pressionou o líder Sebastian Vettel; com o asfalto escorregadio, Vettel cometeu erro e abriu espaço para a ultrapassagem que definiu a vitória.
- A prova mostrou que uma combinação de acidentes e chuva extrema pode prolongar significativamente uma corrida, levando a uma reflexão sobre regras de duração.
- A FIA estabeleceu, a partir de mudanças em dois mil e vinte e um, um limite máximo de tempo de prova: duas horas de disputa efetiva, com duração total de até três horas em casos de interrupção por bandeira vermelha.
O GP do Canadá de 2011 ficou marcado como a corrida mais longa da história da Fórmula 1. Realizada em 12 de junho no Circuito Gilles Villeneuve, a prova durou 4h04m39s537, em 70 voltas, sob chuva intensa, com vários acidentes e uma longa interrupção por bandeira vermelha.
Entre os destaques, Jenson Button protagonizou uma das viradas mais inusitadas do esporte. Partiu de posições adversas após toques com Lewis Hamilton e punições, fez múltiplas entradas nos boxes e aproveitou as relargadas para subir várias posições.
Na volta final, com a pista secando, Button pressionou o líder Sebastian Vettel. O alemão cometeu um erro e abriu espaço para a ultrapassagem decisiva, consolidando a vitória de Button de última posição ao primeiro lugar.
Mudança das regras impede recorde de ser batido
A prova evidenciou que combinações de acidentes e chuva extrema podem estender bastante a duração. A FIA passou a definir um tempo máximo de prova para evitar recorrentes extensões.
Originalmente, a F1 previa até quatro horas de janela para a corrida. Em 2021, essa regra foi alterada para um tempo efetivo de disputa de até duas horas, com possibilidade de o evento durar até três horas em casos de interrupção por bandeira vermelha.
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