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Analistas alertam riscos da onda de calor e pedem pausa para hidratação na Copa

Cientistas alertam riscos de hipertermia na Copa e pedem pausas de hidratação maiores, adiamento de partidas e refrigeração para atletas, enquanto FIFA monitorará temperaturas em tempo real

Previsão de calor extremo na América do Norte vai influenciar a Copa do Mundo de 2026
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  • Grupo de 20 especialistas enviou carta aberta à Fifa alertando sobre riscos à saúde dos jogadores devido à onda de calor prevista para a Copa e cobrando mudanças nas diretrizes de hidratação e adiamento de partidas.
  • Exigem pausas para hidratação mais longas (no mínimo cinco minutos, de preferência seis) e um protocolo mais claro para adiamento de jogos em condições extremas.
  • A carta aponta que, pelo menos cinco jogos devem superar 28°C WBGT, o que corresponde a cerca de 38°C em calor seco ou 30°C em alta umidade; a WBGT é a referência para temperatura ambiental com sensação térmica.
  • Os cientistas destacam que a frequência de calor extremo aumentou desde a Copa de 1994 nos Estados Unidos, e mencionam casos de superaquecimento em Copas anteriores, incluindo a de Clubes de 2025.
  • A Fifa informou que vai monitorar as temperaturas em tempo real nas cidades-sedes, citando planejamento de horários e logística para reduzir viagens e aumentar o tempo de descanso com base em avaliações de risco de calor.

Um grupo de 20 cientistas especializados em saúde, clima e desempenho esportivo enviou uma carta aberta à Fifa nesta quinta-feira (14). O texto alerta para riscos à saúde dos jogadores durante a Copa do Mundo e cobra mudanças nas diretrizes de calor, incluindo pausas de hidratação mais longas e regras mais claras para adiamentos.

Os especialistas afirmam que as condições de disputa são inadequadas e podem causar danos graves aos atletas. A carta sustenta que as diretrizes atuais da Fifa vão de encontro a evidências científicas, o que classificam como injustificado. A coordenadora da iniciativa, a pesquisadora de clima Andrew Simms, disse à BBC que a segurança dos jogadores é uma preocupação imediata.

Em zonas do sul dos Estados Unidos e do norte do México, a previsão aponta temperaturas entre 30°C e 35°C, com picos de 40°C. A competição, que vai de 11 de junho a 19 de julho, tem até 14 dos 16 estádios sob condições consideradas perigosas para o desempenho físico.

Dados da World Weather Attribution indicam que pelo menos cinco jogos podem ultrapassar 28°C WBGT, equivalente a 38°C em calor seco ou 30°C em alta umidade. A entidade aponta que o risco de calor extremo dobrou desde a Copa de 1994, realizada nos EUA.

A carta lista as principais reivindicações dos cientistas: adiar partidas com WBGT acima de 28°C; ampliar pausas de hidratação para pelo menos seis minutos; oferecer instalações de refrigeração para atletas; atualizar as diretrizes com base em evidências científicas mais recentes.

Reivindicações dos cientistas

  • Adiar jogos com WBGT acima de 28°C
  • Pausas de hidratação de pelo menos seis minutos
  • Refrigeração para atletas durante o jogo
  • Atualizações periódicas das diretrizes

Resposta da Fifa

A Fifa informou que monitorará as temperaturas em tempo real nas cidades-sede. A entidade disse ainda que horários e locais foram escolhidos para reduzir viagens, facilitar o descanso e considerar avaliações de risco adaptadas a cada cidade.

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