- Leila Pereira, presidente do Palmeiras, participou do debate da CBF sobre a liga única, realizado na sede da entidade, no Rio de Janeiro, na segunda-feira (6).
- Ela considerou a reunião produtiva e ressaltou o envolvimento da CBF no encaminhamento da liga, defendendo a valorização do produto para gerar maior lucro a todas as partes.
- Leila chamou a atenção para uma mentalidade de alguns dirigentes considerada individualista e disse que o Palmeiras busca uma competição com peso igual para todos os clubes.
- A CBF organiza o projeto com a participação de 38 dos 40 clubes das Séries A e B; Mirassol e Chapecoense não compareceram.
- A previsão é de início efetivo da liga única em 2030, após a conclusão de revisões de transmissão, calendário, segurança e governança; a entidade aponta uma receita do Brasileirão de 1,8 bilhão de euros, bem abaixo das ligas europeias.
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, participou de um debate promovido pela CBF sobre a unificação das ligas no futebol brasileiro. O encontro ocorreu nesta segunda-feira (6), na sede da CBF, no Rio de Janeiro, com a presença de representantes de 38 dos 40 clubes das Séries A e B. O objetivo foi discutir a criação de uma liga única.
Leila avaliou o encontro como produtivo e elogiou o envolvimento da CBF no encaminhamento da liga. Ela destacou que o foco é valorizar o produto e expandir o lucro para todas as partes envolvidas, evitando caminhos de interesse exclusivamente individual.
Ela ressaltou que, no Palmeiras, a prioridade é uma competição valorizada, com peso igual para os clubes, independentemente do tamanho da receita. A mandatária afirmou que a Libra se tornou um bloco comercial importante para a negociação dos direitos, mas defende a valorização da competição como um todo.
Mudanças na condução do processo
A CBF decidiu liderar a iniciativa de criar a liga única, reunindo 38 clubes presentes na discussão, com Mirassol e Chapecoense ausentes. O diagnóstico apresentado compara o Brasileirão a ligas europeias, apontando deficiências em calendário, público, infraestrutura, marketing, transmissão e governança.
A previsão da entidade é de que a liga entre em operação efetivamente apenas em 2030, em função de contratos de transmissão vigentes até 2029 e da necessidade de estruturar o modelo de forma abrangente. Estimativas indicam que o Brasileirão tem receita significativamente menor que as ligas europeias.
A CBF destacou que melhorias em calendário, segurança, marketing, transmissão e aproveitamento de jovens talentos são essenciais para aumentar o atrativo internacional do campeonato. A proposta visa alinhar interesses de clubes, torcedores e broadcasters, mantendo o futebol brasileiro competitivo.
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