- Carlos Alberto afirma que a base brasileira acabou formando o camisa 10 clássico, destacando a falta de meias de destaque no Brasil.
- Ele cita Estêvão como único jogador capaz de atuar pelo meio, mesmo com lesões, e comenta que clubes elevam argentinos e uruguaios na busca por esse perfil.
- Arrascaeta é apontado como principal camisa 10 estrangeiro no Brasil; Thiago Almada também é citado como meia clássico em destaque.
- O técnico Carlo Ancelotti chamou cinco meio-campistas para a última convocação antes da lista final da Copa do Mundo: Casemiro, Andrey Santos, Fabinho, Danilo e Gabriel Sara.
- Gabriel Sara, formado no São Paulo e hoje no Galatasaray, é citado como exemplo de meia versátil; Brasil enfrenta a França em amistoso em Boston, quinta-feira, às 17h.
Carlos Alberto afirma que a base formou o que ele chama de camisa 10, mas hoje o Brasil não tem esse jogador clássico. O ex-meia destacou a diminuição de espaços para meias baixas no cenário nacional e citou Estêvão como exemplo de jogador que pode atuar pelo meio, embora não tenha sido convocado por lesão.
Ele aponta que a formação de base privilegia atletas com perfil mais alto e que, no profissional, surgem dificuldades para manter o espaço para o camisa 10 tradicional. A avaliação é de que o Brasil exporta talentos para ligas do exterior, reduzindo a presença de jogadores criativos em casa.
O ex-jogador do Fluminense, Porto, Corinthians e Vasco disse ainda que clubes brasileiros costumam buscar meio-campistas sul-americanos, em vez de valorizar internos com características clássicas. Segundo ele, a contratação de estrangeiros ocorre em meio a um cenário de talento local subaproveitado.
Entre exemplos citados, Arrascaeta, do Flamengo, é apontado como referência de camisa 10 estrangeiro no Brasil desde 2019. Thiago Almada, campeão da Libertadores pelo Botafogo em 2024, também entra no debate como meia clássico que atua de forma versátil.
A seleção brasileira passou por uma convocação recente de Carlo Ancelotti, que listou cinco meio-campistas para o ciclo de preparação: Casemiro, Andrey Santos, Fabinho, Danilo e Gabriel Sara. Sara é apontado como exemplo de jogador com atuação mais armadora, que evoluiu para posições mais diversas.
Gabriel Sara, formado na base do São Paulo e hoje no Galatasaray, diz ter migrado de posição ao longo da carreira. Em entrevista nos EUA, ele detalha a adaptação ao jogo em diferentes funções, mantendo o objetivo de atuar sempre.
Sem a presença de um camisa 10 clássico na relação atual, o Brasil encara a França em amistoso marcado para hoje, às 17h de Brasília, em Boston, nos Estados Unidos. O jogo amplia o debate sobre o perfil de meia ideal no futebol brasileiro atual.
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