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Hip-Hop é adotado como política educacional para combater desigualdade

MEC lança Escola Nacional de Hip-Hop para reduzir desigualdades raciais na educação; investimento de R$ 50 milhões e adesão até 30 de junho pelo Simec

Hip-Hop
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  • O Ministério da Educação promoveu, em 11 de junho, um webinário sobre o Programa Escola Nacional de Hip-Hop (H2E), em parceria com a Undime, para orientar adesão e implementação nas redes de ensino.
  • O H2E integra a Política Nacional de Equidade e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027; a adesão fica aberta até 30 de junho pelo Sistema de Monitoramento, Execução e Controle (Simec).
  • A proposta busca reduzir desigualdades raciais na aprendizagem ao incorporar saberes urbanos, periféricos e negros ao currículo, por meio de atividades como música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural.
  • As ações previstas incluem trilhas formativas para gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip‑hop na educação infantil.
  • Há anúncio de encontro em União dos Palmares, Alagoas, na sexta-feira, 12 de junho, com adesão de prefeitos e secretários de educação; o evento ocorre num espaço simbólico como a Serra da Barriga.

O Ministério da Educação (MEC) lançou a Escola Nacional de Hip-Hop (H2E), programa que integra saberes urbanos, periféricos e negros ao currículo escolar. A transmissão ao vivo de 11 de junho apresentou a adesão e a implementação do projeto nas redes de ensino, em parceria com a Undime.

A iniciativa faz parte da Política Nacional de Equidade e Educação para Relações Étnico-Raciais, com investimento de 50 milhões de reais entre 2026 e 2027. As adesões vão até 30 de junho e devem ser feitas pelo Sistema de Monitoramento, Execução e Controle (Simec).

A secretária Zara Figueiredo destacou que o hip-hop pode reduzir desigualdades de aprendizagem, citando melhorias em leitura, matemática e ciências com esse saber. Ela enfatizou a importância de reconhecer identidades para o pertencimento dos estudantes.

A proposta prevê trilhas formativas em gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, grafite e experiências pedagógicas ligadas ao hip-hop na educação infantil. A meta é levar esses saberes ao cotidiano escolar.

A escola atua em três frentes: fortalecer identidade e representatividade; integrar saberes decoloniais ao currículo; e melhorar o clima escolar, com ações culturais para reduzir o uso excessivo de celulares.

A secretária ressaltou que reconhecer manifestações culturais fortalece o pertencimento. Ela citou, por exemplo, a prática de batalhas de rimas no corredor como geradora de empoderamento e aprendizagem.

A iniciativa amplia ações que antes eram pontuais em escolas e projetos culturais, tornando-se política educacional com apoio das redes municipais e estaduais, segundo a secretária.

Encontro em Palmares

Na sexta-feira (12 de junho), ocorrerá em União dos Palmares, Alagoas, um encontro simbólico para a valorização da cultura negra. A adesão coletiva de prefeitos e secretários de educação deve marcar o evento na Serra da Barriga.

Participantes do webinário incluíram Caio Callegari, Socorro Batista, Cristiane Franco, Luiz Miguel Martins Garcia e Leandro Bassini, entre outros, conforme divulgação do MEC.

Assessorias do MEC e Secadi afirmaram que a Escola Nacional de Hip-Hop reforça a atuação educativa com base sólida de evidências e participação de redes estaduais, municipais e capitais.

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