- A greve na USP, iniciada há mais de um mês, ganhou adesão de professores junto com estudantes na tarde de segunda-feira, 25, com nova assembleia marcada para 1º de março.
- Docentes, representados pela Adusp, reivindicam reajuste pelo IPCA de mais de 3% (proposto pelo Cruesp), aumento do PAPFE, reorganização do semestre e não punição de alunos envolvidos.
- Também exige apurar responsabilidades da ação da Polícia Militar na desocupação da reitoria no início do mês, que utilizou bombas e gás lacrimogêneo.
- O DCE diz que a reitoria tem sido intransigente e que a paralisação continua, com protestos contra cortes no programa de bolsas, falta de vagas de moradia estudantil, água e alimentação no restaurante universitário.
- A proposta da USP de reajuste com base no IPC-FIPE elevaria o auxílio integral para R$ 1.804 e o benefício de moradia para R$ 340, valores insistidamente considerados baixos pelos estudantes, que cobram R$ 1.804.
A greve que envolve a comunidade acadêmica da USP ganha nova etapa. Professores se somaram aos estudantes nesta segunda-feira, 25, após a decisão da Adusp de parar as atividades de forma imediata. A paralisação já durava mais de um mês entre alunos, técnicos e docentes.
A reivindicação central é o reajuste salarial acima da inflação, conforme o IPCA superior a 3% proposto pelo Cruesp. Além disso, há pedidos de reajuste do PAPFE, reorganização do semestre, não punição de quem participa das manifestações e apuração de responsabilidades na ação da PM durante a desocupação da reitoria.
A mobilização também cobra melhorias no campus, incluindo moradia estudantil, bolsas e serviços como o restaurante universitário e o Hospital Universitário. O DCE critica a postura da reitoria e indica que as negociações não avançam.
Greve e demandas
No início de abril, estudantes já tinham apoiado servidores técnicos, cobrando isonomia nas gratificações. A paralisação entre docentes e estudantes resultou em novas assembleias, com nova rodada prevista para 1º de fevereiro.
A USP propôs reajuste baseado no IPC-FIPE, elevando o auxílio integral a R$ 912 e o parcial para quem tem moradia a R$ 340. Os estudantes consideram o valor insuficiente, defendendo R$ 1.804, equivalente ao salário mínimo paulista.
Professores e alunos destacam que, além do aspecto financeiro, é necessária transparência na gestão de bolsas, vagas de moradia e condições do restaurante. A instituição informou não ter posição consolidada no momento e afirmou manter canais de diálogo.
Situação atual e negociações
O DCE aguarda retorno da reitoria após mesa de mediação prevista para segunda-feira, sobre PAPFE e orçamento. Representantes afirmam que as últimas negociações não apresentaram propostas novas.
Dany Oliveira, do DCE, afirma que a universidade tem pressionado estudantes a retornar às aulas, inclusive ameaçando calouros com jubilemento. Ela ressalta que a luta é por condições dignas de permanência na instituição.
A USP reiterou que não há nota oficial de posicionamento no momento e que manterá contato caso ocorram mudanças. Os números atuais do PAPFE são: moradia R$ 335 e auxílio integral R$ 885, com a proposta de R$ 340 e R$ 1.804, respectivamente.
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