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Abordagem a qualquer custo pode comprometer mudanças no SEND, líderes ingleses

Ações propostas para SEND na Inglaterra podem falhar pelo foco em resultados acadêmicos, criando incentivos perversos para escolas inclusivas

‘If we want an education for all then that principle of “for all” must apply to all areas of education policy,’ the ASCL said.
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  • A Associação de Diretores de Escolas e Faculdades (ASCL) critica que o foco em metas acadêmicas conflita com as mudanças propostas para atendimento de necessidades educacionais especiais (Send), segundo a consulta do governo.
  • A entidade aponta que avaliações de alto risco, como o teste de leitura do nono ano, criam incentivos perversos e podem punir gestores por resultados acadêmicos de alunos Send.
  • A ASCL diz que reformas devem promover a inclusão em todas as áreas da política educacional e que orientação precisa de pessoal suficiente, financiamento e tempo para preparo, com treinamento quando necessário.
  • Sobre a base de inclusão proposta, há pouca clareza sobre funcionamento e preocupação de que não vire sala de exceção, “pendurada” a alunos com comportamentos desafiadores ou substituição de expulsões por decisões de inclusão.
  • Pesquisas da National Foundation for Educational Research (NFER) indicam que a mudança pode piorar com alta concentração de alunos Send em poucas escolas, com variação entre 10% e 26% desse público; defensorias locais pedem supervisão de admissões para assegurar transparência.

A reforma de apoio a alunos com necessidades educacionais especiais (Send) na Inglaterra pode ficar comprometida por políticas que priorizam o desempenho acadêmico. Escolas e colégios denunciam que o foco em resultados pode punir instituições inclusivas, segundo a resposta de líderes escolares a uma consulta governamental.

A Associação de Diretores de Escolas e Faculdades (ASCL) afirma que a ênfase em metas acadêmicas conflita com medidas para ampliar o atendimento a estudantes com Send. A entidade aponta incentivos perversos criados por avaliações de alto risco, incluindo um teste de leitura do nono ano.

Para a ASCL, a reforma precisa de implementação prática: orientação, dotação de recursos e tempo para preparo, inclusive com treinamento. Sem isso, há risco de prejudicar vínculos com pais e deixar alunos sem suporte adequado.

A ASCL critica o conceito de uma “base de inclusão” para escolas, sugerindo que não haja áreas de segregação. A entidade ressalva que bases de inclusão não devem funcionar como espaços de exclusão ou de retenção de alunos.

Organizações ligadas a crianças, como o grupo Coram, alertam que restringir recursos de recursosamento de contestações legais pode piorar tensões entre escolas e famílias. Pedem garantias de direitos legais para famílias, não apenas processos administrativos.

Novos dados da National Foundation for Educational Research (NFER) indicam que a concentração de alunos Send em poucas escolas pode dificultar a implementação das mudanças. A pesquisa mostra disparidade entre escolas com menos e mais Send, dificultando escolhas familiares.

A NFER destaca que o chamado “incentivo estrutural” atrai famílias para escolas com boa reputação, enquanto outras reduzem o acesso de alunos Send. Um diretor ouvida pela pesquisa descreveu a tentativa de evitar a reputação de força Send.

O secretário-geral do National Education Union, Daniel Kebede, defende maior atuação de autoridades locais na admissão escolar. A ideia é manter supervisão para decisões de alocação justas e transparentes, com base em evidências.

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