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Estudantes mantêm ocupação da reitoria da USP e cobram diálogo com Segurado

Reitoria da USP permanece ocupada após 24 horas; estudantes exigem abertura de mesa de negociação com o reitor e avanços em auxílios, cotas e políticas de inclusão

Estudantes da USP em greve, em 7 de maio de 2026. Foto: Gabriel Eid
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  • Estudantes continuam ocupando a reitoria da USP na tarde desta sexta-feira, 8 de maio, buscando abrir uma mesa de negociação com o reitor Aluísio Segurado.
  • Entre as reivindicações estão aumento dos auxílios de permanência estudantil, amplição de políticas de inclusão e criação de cotas para pessoas trans, além de vestibular indígena e contratação permanente de intérpretes de Libras.
  • Também há demanda por melhoria na alimentação dos bandejões e por adaptação de programas de mestrado e doutorado para candidatos com deficiência auditiva.
  • O prédio sofreu corte de água e energia; acesso à comida e aos banheiros ocorre por revezamento entre participantes, que afirmam ter havido depredação de patrimônio segundo a gestão.
  • A mobilização conta com apoio de oposicionistas e envolve a presença policial; a gestão da universidade e o DCE afirmam que a ocupação é resposta à falta de diálogo, com continuidade das negociações como condição para desocupação.

A ocupação da reitoria da USP completa 24 horas na tarde desta sexta-feira. Estudantes em greve permanecem no prédio administrativo e aguardam a abertura de uma mesa de negociação com o reitor Aluísio Segurado, nomeado em janeiro pelo governador Tarcísio de Freitas. O movimento envolve o DCE Livre da USP e funcionários técnico-administrativos que já haviam entrado em greve recentemente.

Uma assembleia promovida pelo DCE com apoio dos grevistas solicitou participação de técnicos-administrativos na negociação. No interior do prédio, houve corte no fornecimento de água e energia, e o acesso a alimentação e banheiros ocorre por revezamento entre os ocupantes.

Principais reivindicações

O grupo cobra aumento dos auxílios de permanência estudantil e ampliação de políticas de inclusão. Também pleiteia cotas para pessoas trans, vestibular indígena, contratação permanente de intérpretes de Libras e adaptação de programas de mestrado e doutorado para candidatos com deficiência auditiva.

Conduta da operação e respostas oficiais

O movimento afirma não deixar o local sem agendamento de reunião com a reitoria. A Associação de Docentes da USP manifestou apoio à greve e informou que paralisa as atividades na próxima segunda-feira. Policiais militares acompanham a ocupação, sem registro de ocorrências até o momento, conforme a SSP.

Contexto de alimentação e custeio

Entre as demandas está a melhoria da alimentação nos bandejões, com relatos de falhas na qualidade nos últimos dias. Hoje, o campus conta com um bandejão administrado pela universidade e 17 contratos terceirizados, com custo anual de aproximadamente 1,3 milhão por unidade.

Perspectivas e diálogo

Rosa Baptista, diretora do DCE, aponta que a presença policial reforça o impasse político e a falta de interlocução com a gestão. A reitoria e unidades de ensino indicaram queixas de depredação, como a suposta derrubada da porta principal, segundo relatos oficiais.

Apoio político e avaliações

Figuras da oposição estudantil, como deputadas estaduais do PSOL, discutiram com os ocupantes, enfatizando a necessidade de diálogo. Uma deputada federal do PSOL encaminhouável ofício solicitando a retomada das negociações e destacando a alimentação como requisito mínimo para estudo.

A reportagem confirmou contatos com representantes da reitoria, mas não houve confirmação sobre uma data de reunião. O espaço permanece ocupado, sem conclusão anunciada.

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