- As inscrições para a Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários (Obapo) vão até a próxima sexta-feira, 8, para escolas públicas e privadas, bem como para estudantes em participação individual.
- As taxas são: R$ 440 para escolas da rede pública, R$ 880 para escolas privadas e R$ 65 para estudantes que participam de forma individual.
- As provas devem ocorrer entre 13 e 29 de maio pela internet, com supervisão de um responsável da escola; haverá exceção para aplicação presencial apenas em casos especiais mediante consulta.
- O conteúdo segue a Base Nacional Comum Curricular (BNCC); estudantes mais jovens atuam sobre brincadeiras e expressões de povos originários, enquanto os mais velhos já lidam com temas étnico-raciais, descolonização e racismo.
- A adesão é maior no Nordeste, com participação equilibrada de estados e municípios; o Acre continua fora, e há parcerias com secretarias de educação em cidades como Oeiras, no Piauí.
Terminam na próxima sexta-feira as inscrições para a Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários (Obapo). A competição envolve escolas e estudantes, com foco no letramento étnico-racial nas redes públicas e privadas. As provas ocorrerão online, entre 13 e 29 de maio, com supervisão escolar. O objetivo é reconhecer a inserção de saberes indígenas, afrodescendentes e africanos no currículo.
Podem participar alunos do 2º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA). Nas duas primeiras edições, a Obapo mobilizou mais de 33 mil estudantes; em 2026 o número chegou a mais de 100 mil. A modalidade Escola aceita número ilimitado de alunos.
As regras permitem participação de escolas e de estudantes com acompanhamento de responsável maior de 21 anos. A taxa de inscrição é de 440 reais para escolas da rede pública, 880 reais para privadas e 65 reais para participação individual. Em caso de adesão pela modalidade Escola, o contingente é ilimitado.
Os conteúdos variam por série: os alunos mais jovens trabalham brincadeiras, expressões artísticas e modos de vida; os mais velhos estudam etnia, transmissão de saberes pela oralidade, racismo e colonialidade. O conteúdo segue a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e é aplicado pela internet.
A aplicação das provas segue o mesmo cronograma em todas as escolas, com supervisão interna. Apenas em casos excepcionais pode haver versão impressa presencial, mediante consulta da organização. A distribuição geográfica aponta o Nordeste como maior parte das adesões.
Segundo a coordenadora pedagógica Érica Rodrigues, 70% das inscrições vêm de escolas públicas, com equilíbrio entre municipais e estaduais. Institutos federais também aparecem entre as instituições participantes, ampliando a representatividade escolar.
A Obapo já ganhou adesão de diversas secretarias municipais de educação, incluindo a de Oeiras, no Piauí, onde todas as escolas da cidade participaram de edições anteriores. A parceria com gestores locais é citada como um ativo para a continuidade do projeto.
O movimento busca ampliar o debate sobre educação antirracista. Pesquisadores apoiam recursos para docentes apresentarem referências que promovam uma visão não hegemônica da história. A iniciativa recebe apoio de organizações da sociedade civil e instituições públicas.
Mais informações estão disponíveis no site oficial da Obapo, que reúne regras, materiais didáticos e instruções para inscrição e aplicação das provas.
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