- Estudante quilombola da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi convidada a deixar a sala de aula ao acompanhar o filho, na última segunda-feira.
- A professora teria dito à estudante para escolher entre estudar ou ficar com o filho, após a aula ter começado.
- Lorrany da Paixão Maia denunciou o caso à ouvidoria da UFPA; coletivos e centros acadêmicos apoiaram a jovem e pode haver ação coletiva.
- A direção da universidade informou que tentaria resolver a situação, e a CNN Brasil não obteve retorno da instituição até o momento.
- Um ato de apoio a Lorrany foi organizado pelos estudantes para pedir a expulsão da professora e apoiar mães na universidade.
Uma estudante quilombola da UFPA foi retirada de sala de aula após acompanhar o filho à universidade. O episódio ocorreu na última segunda-feira, gerou mobilização de coletivos e centros acadêmicos em apoio à jovem e envolve a comunidade acadêmica.
Segundo Lorrany da Paixão Maia, a professora teria sugerido que ela escolhesse entre estudar ou ficar com o filho. Ao chegar à sala, a docente pediu que Lorrany deixasse o ambiente, alegando que não era adequado ministrar aula naquele formato.
A estudante relata constrangimento e afirmou que a professora incentivou a enfrentar a realidade e criticou a reação de choro da jovem. Lorrany também disse que deixou a filha para trabalhar e que o episódio a impede de retornar com tranquilidade.
Reação e encaminhamentos
Colegas e outros professores acolheram Lorrany após o ocorrido. Ela registrou denúncia junto à ouvidoria da universidade, que afirmou que tentaria resolver a situação.
A CNN Brasil não obteve retorno oficial da UFPA até o fechamento desta edição. Nas redes, órgãos estudantis e centros acadêmicos apoiaram a estudante e divulgaram ato de protesto para pedir a responsabilização da professora e apoio a mães estudantes.
Ato de apoio e desdobramentos
O ato, convocado para a última quarta-feira, contou com participação de estudantes, mães e entidades. O objetivo é ampliar o debate sobre inclusão, acompanhamento familiar na universidade e respeito às decisões docentes.
Lorrany revelou que, apesar do susto, percebe apoio entre os colegas e se sente mais segura ao ver esse acolhimento. A universidade permanece aberta a manifestações de posicionamento de outros membros da comunidade acadêmica.
Sob supervisão de Tonny Aranha
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