- Universidades australianas serão avaliadas em um “informe de antisemitismo” que considera como lidam com protestos, acampamentos e exibição de bandeiras, em uma novidade adotada pelo governo após o ataque de Bondi.
- O sistema de notas vai de A a D, com foco em quatro áreas prioritárias: políticas universitárias; resposta rápida a protestos; processos de reclamação; treinamento anti‑antisemitismo e definição do termo.
- O projeto foi criado pela enviada de antisemitismo, Jillian Segal, e liderado pelo jurista Greg Craven; a implementação ocorreu com rapidez após o ataque, com apoio do primeiro‑ministro Anthony Albanese.
- O governo sinalizou ampliar poderes e sanções do regulador universitário, mas não confirmou oficialmente penas financeiras com base no relatório.
- Universidades do grupo Go8 serão as primeiras avaliadas, com a primeira leva de resultados esperada até maio, enquanto entidades estudantis e sindicatos expressaram preocupações sobre impactos e complexidade da medida.
Universidades australianas serão avaliadas por sua capacidade de lidar com protestos, acampamentos e exibição de bandeiras, segundo um sistema de relatório de antisemitismo adotado pelo governo de Anthony Albanese após o atentado em Bondi. O protocolo prevê notas de A a D para as instituições, com base em quatro áreas prioritárias.
O plano, elaborado pela enviado antisemitismo Jillian Segal, recebeu orientação para ser usado pela primeira vez pela instituição reguladora de ensino, com Greg Craven à frente da iniciativa. O governo acelerou a implementação do mecanismo após o ataque a Bondi, com o premiê afirmando que o relatório seria produzido em parceria com o enviado.
Estrutura de avaliação
- Políticas universitárias: acesso a espaços, regulação de protestos, acampamentos e apresentação de bandeiras e materiais promocionais.
- Capacidade de resposta: atuação rápida e eficaz a protestos, acampamentos e exibição de símbolos dentro de campus e prédios.
- Processos de reclamação, treinamento em antisemitismo e adoção de definição do tema.
- Possível vinculação com financiamento público, conforme diretrizes do plano nacional, embora o governo não tenha confirmado sanções financeiras específicas.
Universidades de maior porte serão as primeiras a ser avaliadas por Craven, com o envio de resultados esperado na primeira leva, até maio. O Go8 criticou medidas que possam reduzir recursos, destacando impacto sobre segurança de alunos e funcionários, e a necessidade de abordar antisemitismo de forma mais abrangente.
Craven já havia criticado o que chamou de atitudes elitistas de algumas instituições em entrevistas no passado, o que gerou preocupações entre sindicatos de docentes e representantes estudantis. Entidades judaicas defenderam a adoção de sanções como último recurso para o combate ao antisemitismo.
Além do relatório, o governo criou um grupo de trabalho de antisemitismo, liderado pelo ex-reitor David Gonski, para implementar as propostas e aconselhar novas reformas. A Teqsa informou que está atuando para fortalecer respostas a antisemitismo nas universidades. Professores e universidades reiteram compromisso com pesquisa e participação estudantil dentro de limites de segurança.
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