Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Curso ruim de medicina financiado pelo Fies é ligado a funerária estatal

Quase metade dos cursos de medicina financiados pelo Fies apresentam avaliação ruim, colocando pacientes e contas públicas em risco

Imagem: pexels
0:00
Carregando...
0:00
  • A primeira edição do Enamed, exame do MEC para avaliar o desempenho dos alunos de medicina, indica que erros médicos podem ter origem na formação.
  • Quase vinte mil estudantes com financiamento pelo Fies estudam em faculdades de medicina com desempenho precário; cerca de quarenta e sete por cento dos cursos são mal avaliados.
  • A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) acionou a Justiça para impedir que o governo use dados do exame para sanções, preocupada com o impacto financeiro às faculdades privadas.
  • O texto classifica o Fies como uma “funerária estatal” para o sistema, afirmando que o custo recai sobre o déficit público.
  • Propõe-se cortar o financiamento público para faculdades precárias e criar um exame para médicos recém-formados, similar ao modelo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A primeira edição do exame Enamed, criado pelo MEC para avaliar o desempenho de alunos de medicina, aponta falhas graves na formação. O relatório sugere que falhas no curso começam antes do estágio clínico, ainda durante a formação.

Segundo a reportagem deTiago Mali, quase 20 mil alunos financiados pelo Fies estudam em faculdades de medicina que recebem avalições abaixo do ideal. Destas, 47% estão em cursos avaliados como inadequados.

A reportagem aponta que a associação Anup acionou a Justiça para limitar o uso de dados do Enamed na aplicação de sanções. A entidade teme impactos financeiros para faculdades privadas sob o Fies, não diretamente a qualidade do ensino.

No texto, o financiamento público é descrito como combustível para manter instituições com desempenho aquém do necessário. A crítica envolve a relação entre financiamento federal, inadimplência e sustentação de cursos com avaliação insuficiente.

O artigo sugere que reformas são necessárias para evitar que o financiamento público perpetue cursos com baixo desempenho. Entre as propostas aparecem a exigência de exames semelhantes ao da OAB para médicos recém-formados.

A matéria reforça a ideia de que a melhoria na formação médica passa pela supervisão de currículos, maior rigor avaliativo e possível restrição de financiamento a cursos com desempenho consistentemente abaixo do esperado.

Aguardam-se desdobramentos oficiais sobre a validade dos dados do Enamed e as medidas que o governo pode adotar para alinhar o financiamento público às exigências de qualidade no ensino médico.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais