- Em quinze de janeiro foram divulgados os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed); apenas quarenta e nove faculdades atingiram nota máxima, enquanto noventa e nove ficaram entre conceitos um e dois.
- O Enamed avaliou oitenta e nove mil e vinte-four pessoas, entre concluintes (39.256) e médicos formados (49.768); sessenta e sete por cento dos alunos concluintes atingiram desempenho proficiente, frente a sessenta e sete por cento entre profissionais.
- A colega MEC pretende aplicar sanções a cursos com notas insuficientes, incluindo auditorias e restrições, como redução de novas vagas no vestibular.
- O estudo evidencia disparidades na formação médica no Brasil e a necessidade de aumentar o aprendizado prático em hospitais e unidades básicas de saúde.
- Ao escolher um médico, recomenda-se verificar registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM), título de especialista via Registro de Qualificação de Especialista (RQE), vínculo com instituições reconhecidas e manter relação de longo prazo com profissionais de confiança; evitar basear a escolha apenas em likes nas redes sociais.
No último dia 19 de janeiro, foram divulgados os resultados do Enamed, exame que avalia a formação médica no Brasil. A divulgação reacende o debate sobre qualidade de ensino e seus reflexos no cuidado ao paciente, com apenas 49 faculdades atingindo a nota máxima e 99 ficando entre os conceitos 1 e 2.
O levantamento, realizado com 89.024 participantes, mostra que 39.256 eram estudantes concluindo o curso e 49.768, médicos formados. Segundo o Inep, apenas 67% dos concluintes atingiram desempenho considerado proficiente, enquanto 75% dos formados atingiram o mínimo exigido pelo MEC. Sanções a cursos com notas insuficientes devem ser implementadas, incluindo auditorias e restrições de vagas.
O aumento do número de faculdades de Medicina no Brasil é discutido como fator que pode impactar a prática clínica. Especialistas apontam que muitas instituições ainda enfrentam dificuldades em oferecer prática clínica adequada em hospitais e UBS, o que reduz o contato real com pacientes durante a formação. A Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, que obteve nota máxima, destaca a importância de renda prática e supervisão.
Contexto do Enamed
O exame visa mapear a qualidade da formação médica no país e orientar políticas públicas. Os resultados indicam disparidades regionais e institucionais na formação, com efeitos diretos na confiança do paciente e na qualidade do atendimento. O MEC deve conduzir auditorias e possíveis restrições de vagas para cursos com desempenho insuficiente.
Como escolher seu médico
Ao buscar um profissional, confirme registro ativo no CRM e título de especialista por meio do RQE, consultando o site do Conselho Federal de Medicina. Verifique ainda o vínculo com instituições reconhecidas, que costumam exigir credenciais e atualização profissional.
Experiência em residência e atuação em equipes multiprofissionais são sinais de formação prática. A consulta deve priorizar clareza, explicação do diagnóstico e das opções terapêuticas, além de considerar o histórico clínico do paciente para decisões compartilhadas.
Não se deve basear a escolha no número de seguidores ou curtidas nas redes sociais. A recomendação é buscar médicos com registros de confiança, preferencialmente indicados por profissionais que já atendem o paciente. A relação de longo prazo costuma favorecer coordenação do cuidado e evitar condutas fragmentadas.
A confiança entre médico e paciente se fortalece com contato direto e acompanhamento contínuo. Um profissional vinculado a uma instituição reconhecida facilita encaminhamentos para especialistas quando necessários, contribuindo para um cuidado mais adequado e individualizado.
Perspectiva para o paciente
Os resultados do Enamed podem orientar escolhas mais informadas, sem reduzir a competência a uma nota ou ao diploma. O foco permanece na qualidade da formação aliada à prática clínica de qualidade, afetando diretamente a confiança e o cuidado no dia a dia.
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