- Estudantes que fizeram o Enem em 2025 para obter o certificado do ensino médio enfrentam dificuldades para emitir o diploma após a divulgação dos resultados em janeiro.
- As matrículas em universidades ocorrem em fevereiro, e, para ingressar, o candidato precisa ter 18 anos, 450 pontos em cada área do conhecimento e 500 pontos na redação.
- O Inep planeja lançar um aplicativo para emitir o certificado apenas em março, o que pode inviabilizar matrículas pelo Sisu ou em instituições privadas.
- O MEC ressaltou que, a partir de 2026, o Enem será a prova de avaliação da educação básica no Brasil, em cooperação com as redes estaduais.
- O Inep não respondeu até o fechamento desta edição sobre o atraso na emissão dos certificados e sobre relatos de desinformação nos órgãos conveniados; relatos nas redes indicam falhas no sistema.
Atraso na emissão de diplomas pelo Enem dificulta matrículas em universidades. Estudantes que obtiveram pontuação para concluir o ensino médio pelo exame em 2025 relatam falta de emissão do certificado após a divulgação dos resultados, em janeiro. O problema impacta especialmente quem depende de matrícula em fevereiro.
Pela regra vigente, o estudante precisa ter 18 anos, obter 450 pontos em cada área do conhecimento e 500 pontos na redação para ter direito ao diploma. O atraso ocorre no momento em que o MEC reforça a centralidade do Enem no sistema educacional.
A demora ocorre sem resposta oficial do Inep, órgão responsável pela emissão. Candidatos relatam dificuldade em entender como seguir com o certificado, mesmo após ter notas divulgadas. A lacuna cria insegurança jurídica e operacional para as universidades.
Novas regras e contexto
Segundo o governo, a prova continua como certificação de conclusão, com o Enem também alinhado às metas da BNCC. A gestão já sinalizou, porém, que o Enem ganhará ainda mais funções de avaliação da educação básica. A expectativa é que o exame tenha papel ampliado a partir de 2026.
Apesar das declarações oficiais, a falta de canais de atendimento e de confirmação sobre a emissão dos diplomas preocupa estudantes. Relatos em redes sociais indicam que não há sistema ativo para gerar certificados digitais ou físicos, mesmo com as notas já disponíveis.
Diogo Augusto, 21, planeja cursar psicologia na UMC, em sua cidade. Ele concluiu o ensino fundamental por meio de programas alternativos e pretendia validar o diploma de ensino médio pelo Enem. Sem o certificado, ele teme perder o ano letivo e a vaga conquistada.
Além dele, outros candidatos relatam que as instituições certificadoras não souberam orientar sobre a opção de certificação via Enem. Secretarias de educação e institutos federais teriam demonstrado desconhecimento do procedimento, ampliando a insegurança para estudantes.
O Inep foi procurado para falar sobre o atraso e sobre relatos de desinformação, mas não enviou resposta até o fechamento desta edição. A universidade privada citada pela reportagem também não comentou até o momento. O tema permanece sem desfecho confirmado.
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