- Em 2025, o MEC conduziu a expansão da educação superior pública, com mais vagas, políticas de acesso, permanência e qualidade, com foco em diversidade e inclusão.
- O governo propôs a criação de duas novas universidades públicas: a Universidade Federal Indígena (Unind) e a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), elevando a rede federal a 71 instituições.
- O Enem manteve-se como principal porta de entrada para a graduação, com mais de 4,8 milhões de inscritos, e o exame passará a ser usado para avaliar o ensino médio a partir de 2026.
- O MEC anunciou o Impa Tech Nordeste, com sede em Teresina, para incentivar ciência, tecnologia e matemática, com investimento inicial de 17,9 milhões para 2026.
- Políticas de acesso e assistência estudantil seguiram fortalecidas, com Sisu oferecendo 261,7 mil vagas, Prouni distribuindo 559,4 mil bolsas e Fies ofertando 112,1 mil vagas em 2025.
O MEC manteve em 2025 o foco na educação superior como direito transformador, com ampliação de vagas, políticas de acesso, permanência e qualidade. Avanços buscaram diversidade, inclusão e investimento em universidades, ciência e formação acadêmica.
O ano consolidou a rede federal, ampliando a capacidade acadêmica, com 69 universidades federais, novos campi e hospitais universitários. A estratégia incluiu inovação, ensino, pesquisa e extensão como pilares de inclusão social.
Em 2025, o governo propôs a criação de duas novas instituições públicas: a Universidade Federal Indígena (Unind) e a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte). Os projetos de lei foram enviados ao Congresso Nacional em novembro.
Expansão e novas instituições
A criação da Unind visa interculturalidade, reconhecendo saberes indígenas, línguas e formas de organização, conectando saberes tradicionais à formação acadêmica. A UFEsporte terá foco na formação de profissionais do esporte e desenvolvimento de conhecimento na área.
A rede pública brasileira passará a contar com 71 universidades federais, com a inclusão de ambas as novas instituições. As propostas integram ações para ampliar a oferta de ensino superior público no país.
Acesso e avaliação
O Enem retomou o papel de principal porta de entrada para a graduação, registrando mais de 4,8 milhões de inscritos. A certificação do ensino médio também foi retomada, atendendo a demanda de mais de 98 mil pessoas.
Em 2026, o Enem passa a ser utilizado para avaliar a qualidade do ensino médio. Estudos de viabilidade para aplicação em países do Mercosul também estão em andamento pelo Inep.
Plataforma e assistência
O MEC lançou o aplicativo MEC Enem, com simulados, correção automática de redação e materiais de reforço. A ferramenta facilita mensagens diretas aos estudantes e visa ampliar a equidade educacional.
Pelo Sisu, foram oferecidas 261,7 mil vagas em 2025, com 254 mil aprovados e taxa de ocupação de 97,4%. Políticas como Cotas e Pnaes contribuíram para a diversidade estudantil.
Financiamento e inclusão
O Prouni ofertou 559,4 mil bolsas para educação superior privada. O Fies ofertou 112,1 mil vagas, com o Fies Social priorizando quem usa CadÚnico. Em 2025, a assistência estudantil subiu para 2,7 bilhões de reais.
Inovação e ciência
O ITA ampliou atuação com novo campus em Fortaleza, Ceará, custeado em parte por recursos federais. As obras incluem laboratórios, alojamentos e complexos esportivos, com entrega prevista até 2026.
O Impa Tech Nordeste foi anunciado para Teresina (PI), fortalecendo a oferta de formação em ciência, tecnologia e matemática aplicada. A unidade do Rio de Janeiro recebeu investimentos já em 2025.
Formação avançada e cooperação
Na pós-graduação, foram investidos 6,59 bilhões desde 2023, com reajustes e retomada de programas estratégicos. O Move La America impulsiona bolsas de mestrado e doutorado na América Latina. A Capes causou retomada de bolsas de pós-doutorado.
Também houve retomada do Programa Pró-Equipamentos, destinado a adquirir equipamentos de uso compartilhado entre programas de pós-graduação. A cooperação com universidades do Montevidéu foi ampliada.
Entre na conversa da comunidade