- Um estudo em seis países mostrou que a jornada de trabalho de quatro dias sem redução salarial melhorou a saúde mental e a satisfação dos funcionários.
- A pesquisa envolveu dois mil oitocentos e noventa e seis trabalhadores de cento e quarenta e uma empresas na Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido.
- O experimento durou seis meses, com um período de oito semanas para as empresas se adaptarem, mantendo a produtividade em oitenta por cento das horas anteriores.
- Os resultados indicaram redução do estresse e do burnout, contrariando a expectativa de que a compressão da carga horária aumentaria a pressão sobre os trabalhadores.
- A pesquisa sugere que essa nova jornada pode ser uma solução para melhorar a moral e a retenção de talentos no mercado de trabalho.
A adoção de uma jornada de trabalho de quatro dias sem redução salarial demonstrou resultados positivos na saúde mental e satisfação dos funcionários, segundo um estudo realizado em seis países. A pesquisa, que envolveu 2.896 trabalhadores de 141 empresas na Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, revelou que a mudança para uma semana de trabalho mais curta reduziu o estresse e o burnout.
Os pesquisadores conduziram um experimento de seis meses, onde as empresas tiveram um período de oito semanas para reestruturar seus fluxos de trabalho, garantindo que a produtividade se mantivesse em 80% das horas anteriores. Os resultados mostraram que, após a implementação da nova jornada, os funcionários relataram maior satisfação com seu desempenho e melhorias na saúde mental.
O estudo, publicado na revista Nature Human Behaviour, questionou se a compressão da carga horária poderia aumentar a pressão sobre os trabalhadores. No entanto, os dados indicaram que os níveis de estresse diminuíram, ao contrário do que se esperava. O autor principal, Wen Fan, sociólogo da Boston College, destacou que a expectativa de produtividade não se traduziu em mais estresse.
A pandemia de COVID-19 intensificou os problemas de saúde mental entre os trabalhadores, resultando em um aumento significativo nas demissões e em vagas não preenchidas. A pesquisa sugere que a jornada de quatro dias pode ser uma solução eficaz para melhorar a moral e a retenção de talentos no mercado de trabalho.
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